Mir lidera MotoGP com menor pontuação após 11 corridas em 27 anos

Desde que o atual sistema de pontos foi introduzido na MotoGP, em 1993, nenhum campeonato chegou à 11ª etapa com 15 pilotos separados só por 79 pontos

A temporada 2020 da MotoGP é mesmo incomum. Faltando apenas três etapas para o encerramento do campeonato ― os GPs da Europa, da Comunidade Valenciana e de Portugal ―, Joan Mir lidera a disputa com 137 pontos, a menor pontuação na classe rainha após 11 etapas desde que o atual sistema foi introduzido em 1993.

O piloto da Suzuki, que ainda não venceu na MotoGP, sustenta 14 pontos de vantagem para Fabio Quartararo, o segundo colocado. Terceiro na tabela, Maverick Viñales tem só 19 pontos a menos que o líder, enquanto Franco Morbidelli fecha um top-4 coberto por 25 pontos.

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Joan Mir está no segundo ano na MotoGP (Foto: Suzuki)

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15º na classificação depois de perder os GPs de Aragão e Teruel após testar positivo para Covid-19, Valentino Rossi tem só 79 pontos a menos que Mir, o que representa o top-15 mais apertado na categoria de elite passadas as primeiras 11 etapas também em 27 anos.

Além disso, o Mundial chega à antepenúltima etapa de 2020 com 14 pilotos ainda com chances matemáticas de título: Mir, Quartararo, Viñales, Morbidelli, Andrea Dovizioso, Álex Rins, Takaaki Nakagami, Pol Espargaró, Jack Miller, Miguel Oliveira, Danilo Petrucci, Brad Binder, Álex Márquez e Johann Zarco. Entre 1993 e 2019, o número máximo de pilotos que chegaram vivos na briga pelo título com três corridas para o fim foi de cinco.

Em 2006, Nicky Hayden, Valentino Rossi, Marco Melandri, Dani Pedrosa e Loris Capirossi chegaram na antepenúltima etapa com chances matemáticas. O norte-americano acabou campeão naquele ano, só na última corrida, com cinco pontos de vantagem para o italiano da moto #46.

Outro ponto curioso da atual temporada é que a Honda não conseguiu nenhuma vitória nas 11 primeiras corridas do campeonato. É a primeira vez que a montadora da asa dourada passa as dez ou mais primeiras corridas do ano sem vencer desde que retornou à classe rainha em 1982.

A montadora sediada em Saitama enfrenta um 2020 opaco, já que, com Marc Márquez fora de combate desde o início do ano por conta de uma fratura no braço direito, viu a competitividade desaparecer. Nas últimas corridas, Álex Márquez ganhou força e deu à Honda os únicos dois pódios no ano: dois segundos lugares, na França e em Aragão.

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