Moto2 e Moto3 alteram formato de treinos e ganham novidades técnicas para 2025

As classes inferiores do Mundial de Motovelocidade vão passar por mudanças a partir do próximo ano, principalmente no formato do fim de semana, para deixar parecido com a MotoGP e mais atraente para o público

O Mundial de Motovelocidade vai passar por mudanças esportivas e técnicas para a temporada 2025, especialmente na Moto2 e na Moto3, após decisão tomada na Comissão de GP. As classes inferiores vão copiar o mesmo formato de fim de semana da MotoGP, visando facilitar o entendimento dos espectadores e manter uma consistência em todo o campeonato.

A partir do próximo ano, as duas categorias vão adotar o mesmo estilo de fim de semana da MotoGP, com dois treinos livres e uma única sessão — a ser disputada na sexta-feira — para definir quem avança diretamente para o Q2 da classificação e quem fica para a disputa do Q1.

Outra mudança fica por conta de chuva no grid de largada, mudança o procedimento atual. Agora, assim como na MotoGP, em casa de chuva enquanto as motos estão no grid esperando para a largada, elas podem ser empurradas para os boxes para ajustes.

A parte técnica dos campeonatos também recebeu alterações. Na Moto2, o número de testes privados das montadoras com concessões foi ampliado de sete para nove, buscando o equilíbrio entre as fábricas que disputam a classe intermediária do Mundial.

Moto3 vai passar por grandes mudanças no próximo ano (Foto: PSP/Lukasz Swiderek)

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Na Moto3, duas alterações técnicas. A primeira aponta que o teto de custos da classe inferior será ampliado por conta de chassis e motores, também para favorecer as finanças das montadoras. Além disso, as respectivas peças tiveram o congelamento das atuais especificações ampliado para o fim de 2026.

MotoGP vai passar por uma mudança importante a partir da temporada 2027. A Comissão de GP aprovou um novo regulamento técnico, que tem como principal novidade a mudança de capacidade dos motores, abandonando os atuais 1000cc em favor dos 850cc. Além disso, o código prevê mudanças no peso das motos e o fim dos dispositivos que ajustam a altura dos protótipos, inclusive para a largada.

A Comissão de GP, que é formada por Carmelo Ezpeleta, diretor-executivo da Dorna, a promotora do Mundial; Paul Duparc, da FIM (Federação Internacional de Motociclismo); Hervé Poncharal, da IRTA (Associação Internacional das Equipes de Corrida); e Biense Bierma, da MSMA (Associação das Fábricas de Motocicletas Esportivas), com a presença de Carlos Ezpeleta (Dorna); Mike Webb (IRTA); Corrado Cecchinelli, diretor de tecnologia da MotoGPJorge Viegas, presidente da FIM; Paul King, diretor da Comissão de Corridas em Circuito da FIM; e Dominique Hebrand, diretor da Comissão Técnica Internacional da FIM.

MotoGP volta à pista entre os dias 18 e 20 de outubro para o GP da Austrália, em Phillip Island, 16ª etapa da temporada 2024. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.

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