Moto3 e Moto2 vivem temporada de recordes e recolocam Reino Unido e França no mapa da motovelocidade

Com títulos de Danny Kent e Johann Zarco, Reino Unido e França voltaram a figurar no mapa da motovelocidade. As categorias menores viveram momentos distintos em 2015, mas função de formação segue igualmente intacta

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A temporada 2015 da Moto3 foi mais um prato cheio para o fã de boas corridas. Como tradicionalmente acontece, a classe menor do Mundial de Motovelocidade trouxe disputas até a última curva e, de quebra, viu o título ser definido na prova final do calendário, apesar do excelente início de campeonato de Danny Kent.
 
Aos 21 anos — 22 desde o último dia 25 —, o britânico teve momentos irretocáveis na temporada, como, por exemplo, as corridas de Austin e da Argentina, onde venceu com margens atípicas para a Moto3, mas derrubou a peteca na segunda parte da temporada e quase viu o título escapar.
Danny Kent conquistou o título da Moto3 em 2015 (Foto: Kiefer)
Na primeira dúzia de corridas da temporada, Kent somou 224 pontos contra 114 de Miguel Oliveira. Nas seis etapas finais, o português virou o jogo para cima do rival da Kiefer, acumulando 140 pontos, contra 36 do inglês.
 
 O esforço hercúleo de Miguel levou a disputa pelo título para a prova final, em Valência, e, para apimentar ainda mais a briga, Danny teve uma performance apagada na classificação, conquistando apenas o 18º posto no grid. O rival da Red Bull KTM Ajo, por outro lado, abriu a segunda fila.
 
Na corrida, Oliveira fez o que lhe cabia, uma vez que a vitória era sua única opção de título, mas Kent decidiu por uma abordagem bastante cautelosa — e até mesmo irritante. Sem se envolver em confusão, o #52 fez uma boa saída e depois passou bastante tempo entre 14º e 12º.
 
Com o desenrolar da disputa, acabou atrás de Hiroki Ono, seu companheiro de Kiefer, que decidiu colocar emoção na briga. Depois de ser ultrapassado pelo líder do Mundial, o jovem estreante cansou de acompanhar o britânico e decidiu atacar, mas nada que ameaçasse o título de Danny, que chegou ao circuito Ricardo Tormo com 24 pontos de vantagem. 
 
A situação de Danny ficou ainda melhor na última volta, quando Niccolò Antonelli caiu, levando junto Romano Fenati e Éfren Vázquez. Assim, o nono posto foi suficiente para o #52 ficar com o título, mesmo com o triunfo de Miguel.
Miguel Oliveira teve um final de temporada espetacular (Foto: Red Bull KTM Ajo)
Com o resultado, Danny encerrou dois jejuns para os britânicos: desde 1969, quando Dave Simmonds foi campeão das 125cc, nenhum piloto do Reino Unido tinha conquistado o titulo da categoria menor. No contexto do Mundial de Motovelocidade, foram 38 anos sem títulos ingleses desde a conquista de Barry Sheene
 
 Outra marca da temporada 2015 foi a ausência de pilotos espanhóis no topo do pódio. Depois de anos de um relativo domínio da Espanha, o país do Rei Felipe VI ficou sem triunfos na categoria de entrada pela primeira vez desde 1999, ano em que Emilio Alzamora conquistou o título — sim, o espanhol ficou com a taça sem vencer uma única etapa. 
 
A ausência de vitórias, no entanto, não significa que os espanhóis fizeram feio. Jorge Navarro ficou com o prêmio de melhor estreante e fechou a temporada com o sétimo posto no Mundial de Pilotos, mantendo a tradição da Estrella Galicia 0,0, que teve os melhores novatos também em 2012 — Álex Rins — e 2013 — Álex Márquez.
 
Mas além do Reino Unido e de Portugal, que conquistou o melhor resultado de sua história, quem sai de 2015 realmente fortalecida é a Itália. Além de Enea Bastianini, Fenati e Antonelli, que conquistaram três posições dentro do top-5 da classificação, o país tem um belo futuro pela frente, especialmente com a chegada de Nicolò Bulega, primeiro italiano campeão do Campeonato Espanhol de Velocidade, e que vai defender o time de Valentino Rossi em 2016. O jovem piloto fez uma bela estreia como wild-card em Valência.
 
Como aconteceu este ano, a Moto3 também terá desfalques na próxima temporada, com Éfren Vázquez, Isaac Viñales, Alessandro Tonucci, Oliveira, Kent e Remy Gardner subindo para a Moto2. A categoria, porém, verá, além de Bulega, a chegada de nomes como Fabio Di Giannantonio, Adam Norrodim, Joan Mir, Stefano Valtulini, Aron Canet, Bo Bendsneyder e Martin Vanhaeren.
 
Nessa dança das cadeiras, 2015 viu uma polêmica. Em um lance um tanto quanto surpreendente, Fabio Quartararo decidiu trocar a Estrella Galicia 0,0 pela Kiefer, então o time de Emilio Alzamora passou a negociar com Bastianini. O jovem italiano até queria fechar com a esquadra operada pela Monlau, mas não teve acordo com a Gresini, com quem Enea tem contrato.
 
O time de Fausto Gresini acabou se irritando com o assédio da Estrella ao interessante italiano e acionou a IRTA (Associação Internacional das Equipes de Corrida), que decidiu em favor da esquadra italiana.
 
Moto2
 
Campeão de 2014, Tito Rabat iniciou o ano como homem a ser batido e como único piloto a permanecer na divisão intermediária para tentar renovar o título. A defesa da coroa, no entanto, não saiu exatamente como planejado, justamente pela grande performance de Johann Zarco.
 
 De volta à estrutura de Aki Ajo, que já tinha defendido nos tempos da 125cc, o francês encontrou o caminho da vitória e viveu um ano espetacular. 
 
O primeiro vislumbre do potencial do #5 veio ainda no Catar, primeiro etapa da temporada, mas um problema mecânico acabou transformando uma vitória fácil em um amargo oitavo lugar. O francês não se deixou abater e foi ao pódio na etapa seguinte, em Austin, antes de alcançar o primeiro triunfo do ano, na Argentina. 
Johann Zarco recolocou a França no mapa da motovelocidade (Foto: Ajo)
Impressionantemente regular ao longo de toda a temporada, Johann raramente esteve fora do pódio — foram apenas quatro corridas longe do top-3: o oitavo lugar do Catar, um sexto lugar em Aragão e dois sétimos na Austrália e em Valência — e conquistou o título mais fácil de 2015.
 
Rabat, por outro lado, demorou um tantinho a engrenar e chegou a marcar um 12º posto ainda na terceira prova da temporada. Mesmo assim, Tito conseguiu se manter na briga pelo título, mas encurtou o caminho de Zarco rumo ao título com um tombo em um treino em Almería. Por conta da lesão, o #1 não pôde correr no Japão e viu o rival ser declarado campeão ainda na sexta-feira.
 
 Embora campeão com sobras, Zarco não foi o único destaque de 2015. Álex Rins fez um ano primoroso em sua temporada de estreia na divisão intermediária. Vindo da Moto3, o jovem piloto da Pons não encontrou dificuldades para se adaptar e foi ao pódio logo em sua segunda corrida, com um terceiro lugar na Austrália.
 
O primeiro triunfo veio um pouco mais tarde, em Indianápolis, acompanhado por outro na Austrália, semanas depois. As duas vitórias e os outros oito pódios de 2015 foram suficientes para dar ao #40 o vice-campeonato e o prêmio de melhor estreante do ano. 
 
Sam Lowes também teve momentos de destaque, em especial no GP das Américas, onde conquistou sua primeira vitória. O campeão de 2013 do Mundial de Supersport mostrou muita velocidade, mas faltou regularidade ao britânico, que se acidentou bastante ao longo do ano.
Álex Rins foi o melhor estreante de 2015 na Moto2 (Foto: Pons)
A performance, entretanto, foi o suficiente para assegurar o futuro do #22. Em 2016, o gêmeo de Alex vai trocar a Speed Up por uma Kalex da Gresini e se preparar para a estreia na MotoGP em 2017, com a Aprilia. Um passo para lá de importante.
 
Falando em Kalex, a fabricante alemã mais uma vez dominou a Moto2 e conquistou o Mundial de Construtores com o belo passeio para cima das rivais. Nesse cenário, a Suter, que tinha preparado uma moto novinha para o próximo ano, decidiu retirar seu time de campo e abandonou a Mundial. A marca suíça só teria três pilotos em 2016, todos eles estreantes.
 
Em termos de estreia, a divisão intermediária terá alguns novatos interessantes do próximo ano. Além dos pilotos vindos da Moto3, a Moto2 verá a chegada de Luca Marini, irmão de Valentino Rossi, e, desta vez como titulares, Edgar Pons e Xavi Vierge, todos vindos do Europeu de Moto2. Além disso, Mattia Pasini também volta a dar o ar da graça para compor um grid de 34 motos. 
 
Assim como aconteceu neste ano, o campeão segue na categoria para tentar defender o título. Zarco não teve boas propostas para subir na MotoGP e optou por seguir vestindo o uniforme de Ajo.
 
Quem deu um passo à frente foi Rabat, que vai ser o único debutante da classe rainha em 2016. O campeão de 2014 da Moto2 seguirá dentro da estrutura da Marc VDS.

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