MotoGP fecha primeiro teste de 2018 com pelotão apertado e promessa de corridas “como da Moto3”
Mudou o ano, o calendário, algumas cores, mas uma coisa não mudou: o nível de competitividade. A MotoGP fechou a primeira bateria de testes da pré-temporada 2018 com 13 pilotos separados por 0s7
google_ad_client = “ca-pub-6830925722933424”;
google_ad_slot = “5708856992”;
google_ad_width = 336;
google_ad_height = 280;
Ao fim da primeira bateria de testes coletivos da pré-temporada, muitos temas saltam aos olhos na hora de analisar os três dias de atividades em Sepang: o desenvolvimento aerodinâmico, o volume de materiais levados pelas fábricas para este primeiro evento do ano, a melhora da Yamaha, a melhor adaptação de Jorge Lorenzo à Ducati e etc., mas a proximidade do grid talvez seja o ponto de maior destaque.
Após três dias de testes em Sepang, a MotoGP tem 13 pilotos separados por apenas 0s785, com 2s2 cobrindo todo o grid titular.
Nesta terça-feira (30), Jorge Lorenzo tomou para si o melhor registro da bateria, 0s179 à frente de Dani Pedrosa, o segundo colocado. Cal Crutchlow aparece na sequência, com Andrea Dovizioso, Jack Miller, Álex Rins, Maverick Viñales, Marc Márquez, Valentino Rossi e Johann Zarco fechando a lista dos dez mais rápidos.

Jorge Lorenzo foi o mais rápido nos treinos em Sepang (Foto: Michelin)
“Em termos de ritmo, os seis ou sete pilotos da frente rodam igual, o que significa que, se a corrida fosse agora, seria como uma da Moto3”, explicou Rossi.
Relacionadas
google_ad_client = “ca-pub-6830925722933424”;
google_ad_slot = “2258117790”;
google_ad_width = 300;
google_ad_height = 600;
Conterrâneo do #46, Dovizioso também fez uma previsão animadora da temporada, mas sabendo que é difícil avaliar o nível de cada uma das fábricas.
“É muito difícil avaliar o desempenho das outras marcas. Têm muitos aspectos que influenciam. Entrar em detalhes é verdadeiramente desafiador”, comentou Andrea. “Eu, certamente, vejo muitos pilotos em condições. Mesmo aqueles que no ano passado não estavam brigando pelo título. No momento, somos muitos com um nível similar”, seguiu.
Questionado se 2018 será a temporada mais disputada da MotoGP, Dovizioso respondeu: “Têm todos os componentes para que isso aconteça. Vejo vários pilotos no mais alto nível”.
Nesta terça, porém, o destaque ficou com Lorenzo. Ano passado, o espanhol saiu de Sepang com o décimo tempo, 0s399 atrás do então líder Viñales. Desta vez, o #99 vai para o teste da Tailândia com a liderança na Malásia, tendo baixado seu tempo em 0s931 em relação ao ano passado, graças à volta recorde 1min58s830.

Valentino Rossi avaliou que a corrida da MotoGP poderia ser disputada como as da Moto3 (Foto: Yamaha)
Depois de nove temporadas com a Yamaha, era de se esperar que Jorge tivesse dificuldades com uma moto tão particular quanto a Desmosedici, mas ninguém esperava que o espanhol levasse tanto tempo para se adaptar. No fim da temporada passada, porém, o piloto de Palma de Maiorca já tinha dado indícios de sua melhor adaptação, mas esta primeira bateria de testes indica que o tricampeão da MotoGP está de volta.
google_ad_client = “ca-pub-6830925722933424”;
google_ad_slot = “2258117790”;
google_ad_width = 300;
google_ad_height = 600;
“Sou o mesmo Lorenzo de um ano atrás”, disse o titular da Ducati. “A moto melhorou em certos pontos depois de muito trabalho”, seguiu.
“Ficou demonstrado todo o trabalho que os engenheiros fizeram durante os últimos anos. Todos os pilotos Ducati gostaram dessas coisas novas, eu especialmente, que sou um piloto mais particular”, comentou. “Todas as marcas são distintas, mas esta me permite explorar mais todo o meu potencial”, considerou.
Apesar de ter estabelecido um novo recorde não-oficial para o circuito malaio, Lorenzo considerou que sua volta poderia ter sido melhor.
“Dizer que não foi uma volta perfeita pode soar mal, porque foi um grande tempo. Não foi, mas foi boa”, avaliou. “Nós ainda estamos no caminho para tirar partido máximo da moto”, frisou.
Batido por Lorenzo no quesito volta rápida em Sepang, Marc Márquez elogiou o giro do rival, mas ressaltou que a marca na tabela não é sua prioridade.
“A volta de Lorenzo é muito boa, mas faz tempo que eu me concentro na consistência”, falou Marc. “Em 2013, 2014 e 2015, só olhava para a tabela e buscava uma volta rápida. Desde 2016, me concentro em encontrar uma boa base, que é o importante”, defendeu.
Líder da Ducati em 2018, Dovizioso procurou manter os pés no chão. Quarto colocado em Sepang, o #4 classificou como exagero a afirmação de Lorenzo de que a GP18 é uma “obra-prima”.
“Jorge é sempre bastante extremo em seus comentários. Acho que isso é exagero”, aferiu. “Na verdade, prefiro comentar quando estivermos em outras pistas, mantendo os pés no chão”, ponderou.
“Foi um teste muito interessante. Ontem não conseguimos rodar tanto, hoje tive de lidar com uma queda. Depois, passei para a GP17 com a qual rodei por um longo período, o que me permitiu entender as diferenças e as vantagens da nova moto. Estou, portanto, muito satisfeito, porque melhor não poderia ser”, reforçou.
Do lado da Yamaha, o dia final em Sepang foi um pouco mais difícil, com Rossi e Viñales falhando na missão de baixar os tempos em relação ao dia anterior.
“Hoje foi o dia mais difícil, não consegui meu melhor tempo e tivemos dificuldades para conseguir aderência na traseira. Usei o mesmo pneu de ontem”, contou Rossi. “Achava que podia ser mais rápido do que ontem e a realidade é que fomos pior. Temos de ver o motivo. Não sabemos o que aconteceu”, continuou.
“Aconteceu a mesma coisa no teste de Valência depois das corridas. Na segunda-feira formos muito bem e, no dia seguinte, sofremos nas mesmas condições”, recordou. “O lado positivo é que melhoramos um pouco em termos de degradação os pneus. Eu gosto da moto, fui competitivo”, avaliou.
O ‘Top Gun’ da Yamaha também classificou o dia como difícil, mas sai da Malásia satisfeito com o trabalho da casa de Iwata.

Marc Márquez contou que a Honda ainda não definiu o motor da RC213V (Foto: Michelin)
“Honestamente, trabalhamos até que bem. Hoje foi difícil. Não sei o motivo de termos perdido tempo, especialmente de tarde ― de manhã correu até que bem. De qualquer forma, nós trabalhamos duro, tentando melhorar, então agora temos de checar as informações e ver o que podemos melhorar para Buriram”, falou Viñales. “Lá saberemos mais. Acho que a nova carenagem é realmente positiva, porque senti uma melhora em termos de aceleração, então vamos ver. Acho que o circuito de Buriram tem muitos pontos de aceleração, então podemos testar ainda melhor lá”, completou.
google_ad_client = “ca-pub-6830925722933424”;
google_ad_slot = “5708856992”;
google_ad_width = 336;
google_ad_height = 280;
Oitavo na tabela de tempos, Márquez minimizou a imagem da tabela e destacou que está pensando em longo prazo. O espanhol reconheceu, porém, que a Honda ainda não definiu os rumos de seu novo motor.
“Começamos melhor do que no ano passado”, avaliou Márquez. “Em relação ao motor, ainda não estamos certos. É onde trabalhamos mais. Tanto eu como Dani e Cal estamos trabalhando em direções distintas para tentar obter o máximo de informações possível e formar uma boa base”, explicou.
“Esta pré-temporada vai ser difícil. Este é um circuito especial e na Tailândia, por conta do calor, tampouco veremos o potencial do motor. Teremos de pisar em ovos, porque no Catar já não teremos mais margem para mudá-lo. Acho que a nova versão tem mais potência e agora buscamos um pouco mais de suavidade”, opinou. “Temos sorte de que tanto eu, quanto Dani e Cal coincidimos ao preferir o novo motor. Achamos que podemos suavizá-lo um pouco com a eletrônica”, comentou.
As fábricas agora vão trabalhar em cima das informações obtidas em Sepang e voltam para a pista em 16 de fevereiro, na abertura dos testes da Tailândia.
#GALERIA(8276)
🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da MotoGP direto no seu celular!
Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.
📩 NEWSLETTER GP
Assine e receba notícias exclusivas e bastidores das pistas diretamente no seu e-mail!