Na era pós-Márquez, Espargaró abre 2013 como favorito, mas com muitos e fortes rivais na Moto2

Segundo colocado no Mundial de 2012, Pol Espargaró abre 2013 como favorito absoluto ao título da Moto2. Espanhol, entretanto, tem uma longa e forte lista de rivais

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Marc Márquez foi o grande destaque das últimas duas temporadas da Moto2. Chegando a categoria como campeão vigente das 125cc, o jovem espanhol brigou pelo título em sua temporada de estreia, mas viu Stefan Bradl sagrar-se campeão após sofrer uma queda na Malásia, que resultou em um problema de visão quer perdurou por meses. 

 
No início do ano passado, a jovem estrela do motociclismo espanhol ainda era dúvida, já que sofria para se livrar das consequências de um edema periorbitário. Liberado pelos médicos aos 30 minutos do segundo tempo, Márquez participou do último treino da pré-temporada e abriu o Mundial com um triunfo no Catar. 
Sem Márquez, Pol assumiu posto de favorito ao título (Foto: MotoGP)
A partir daí, Marc teve atuações brilhantes, mescladas com outras provas um pouco menos inspiradas. Em comum na maioria das disputas, entretanto, esteve Pol Espargaró, o principal adversário à pretensão do então titular da Catalunya de subir para a MotoGP com o título da classe intermediária. 
 
O piloto da Pons mostrou uma ótima performance ao longo de 2012, mas, prejudicado por um desempenho fraco na chuva, perdeu terreno e acabou vendo o rival triunfar. 
 
Com a promoção de Márquez ao posto de titular da Honda na MotoGP, Espargaró herdou a posição de favorito e mostrou ao longo da pré-temporada que vai brigar pelo Mundial com todas as suas forças em 2013. O espanhol, no entanto, conta com uma lista de muitos e fortes rivais. 
 
Um dos mais disputados campeonatos do motociclismo, a classe intermediária do Mundial de Motovelocidade registrou cinco vencedores distintos em 2012, com 13 pilotos diferentes preenchendo o top-3 nas 17 provas do calendário. 
 
Na fase de testes de 2013, a Kalex mostrou que trabalhou bem no intervalo entre as duas temporadas, deixando claro que está um passo à frente da Suter, a campeã do ano passado, e das demais fábricas presentes na categoria. 

No quadro de pilotos, algumas mudanças foram registras. Andrea Iannone e Bradley Smith, por exemplo, acompanharam Márquez e foram para a MotoGP. Campeão da Moto3, Sandro Cortese chegou para assumir uma das motos de 600cc da classe intermediária, assim como Danny Kent, Louis Rossi e Alberto Moncayo.
Nova regra de peso mínimo deve ajudar Redding na luta pelo título (Foto: MotoGP)
No que tange ao regulamento, algumas poucas mudanças foram registradas. A partir de 2013, o Sistema de Transmissão Rápida deve ser aprovado pelo diretor técnico da prova e a alocação dos pneus também foi alterada. Os pilotos agora têm um máximo de oito pneus dianteiros e nove traseiros de duas especificações. Os tipos de pneus serão definidos pela fornecedora oficial da categoria. 
 
Além disso, há uma pequena alteração cosmética nas regras. Assim como acontece com a Moto3, os pilotos que utilizam numeração com dois dígitos terão de adotar um espaçamento de 10 mm entre um número e outro, e o fundo reflexivo fica proibido a partir de agora. 
 
Outro ponto que pode movimentar as coisas na Moto2 é a introdução de um novo sistema de punição por pontos. Semelhante ao Código Brasileiro de Trânsito, a nova regra consiste em pontuar os pilotos por suas infrações ao regulamento. De acordo com a avaliação da direção de prova, os competidores podem receber entre um e dez pontos por suas falhas, que vão se somando ao longo do ano. 
 
O piloto que chegar aos quatro pontos automaticamente terá de largar na última colocação do grid. Quem chegar a sete, tem de iniciar a disputa do pit-lane. A última pena prevista é para o piloto que alcançar a pontuação máxima. Ao somar dez pontos no marcador, o piloto será suspenso da próxima corrida do Mundial. 
 
A principal modificação, entretanto, diz respeito à adoção de um peso mínimo para o conjunto moto e piloto. Atendendo uma solicitação dos competidores, foi introduzida a marca mínima de 215 kg, o que remove a vantagem dos pilotos mais leves e torna a disputa mais justa para os competidores mais pesados. 
 
Candidatos ao título de 2013
 
Pol Espargaró encabeça a lista de candidatos ao título de 2013. O piloto da Pons exibiu uma ótima forma na parte final do ano passado e conseguiu manter o mesmo bom ritmo na fase de testes. Com a Kalex se mostrando muito afiada, o espanhol de 21 anos dominou todas as três baterias da pré-temporada, sempre com pelo menos 0s2 de vantagem para o segundo colocado.
Terol parece se entender melhor com a moto após um ano de experiência (Foto: MotoGP)
Cercado de rumores sobre uma possível contratação pela Yamaha em 2014, Pol terá sua melhor chance para garantir o título, mas tem uma longa lista de rivais para superar, a começar por Takaaki Nakagami, que também foi muito bem na pré-temporada.
 
15º colocado no ano passado, o nipônico mostrou um ótimo desempenho na fase de testes, especialmente no circuito andaluz, mas terá de superar a inconsistência apresentada no ano passado para conseguir se colocar como um forte candidato ao título. 
 
Outro que tem sua chance de ouro é Scott Redding. Depois de chegar bem perto de uma vaga na Ducati no ano passado, o britânico parte para seu quarto ano na Moto2 e, animado com a introdução de um peso mínimo para o conjunto moto e piloto, espera ter mais chances de lutar pelo título. Ao longo dos testes, Scott se mostrou consistente e encontrou um bom acerto para sua moto no asfalto molhado. 
 
Tito Rabat também foi uma boa surpresa nos exercícios em Jerez e Valência. O piloto da Pons mostrou um bom ritmo nos testes, mas ainda precisa mostrar se será mais consistente do que no ano passado. Julián Simón, por se vez, se entendeu com a Kalex da Italtrans e pinta como um dos candidatos ao top-3.
Rabat mostrou bom ritmo na pré-temporada da Moto2 (Foto: Pons)
Depois de uma temporada irregular em 2012, Nico Terol parece ter se entrosado com a 600cc da Moto2. O campeão de 2011 das 125cc foi mais consistente nos treinos e, contando com a experiência da Aspar, tentará melhorar a 18ª colocação do ano passado. 
 
O último nesta relação é Tom Lüthi, mas os planos do suíço foram atrapalhados na pré-temporada por uma queda em Valência. O piloto da Interwetten fraturou braço, ombro e cotovelo direitos e teve de ser submetido a uma cirurgia. Ainda se recuperando, o piloto não vai participar das provas no Catar e em Austin, o que deve minar suas chances. 

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