“Não gosto de mudar”: Pilotos da MotoGP mostram cautela com pneus Pirelli para 2027

Francesco Bagnaia e Marc Márquez, pilotos da Ducati, deram suas opiniões sobre a mudança da Michelin para Pirelli como fornecedora única da MotoGP a partir de 2027, ano do início do novo regulamento da categoria

Pirelli assumirá o posto de fornecedora única da MotoGP a partir de 2027, mesmo ano em que passa a valer o novo regulamento da categoria. E isso já está preocupando os pilotos. A marca italiana assumirá o posto que hoje é da Michelin como única marca na classe rainha do Mundial de Motovelocidade, ampliando o controle que possui atualmente no grid de Moto2 Moto3 — além do Mundial de Superbike (WSBK).

A grande questão é que a marca chegará no mesmo ano de um regulamento totalmente modificado, com novos motores e alterações técnicas nas motos. Será um desafio para as equipes, mas, principalmente, para os pilotos que, é claro, estarão na pista testando tudo.

“Nunca experimentei nada parecido, mas tenho certeza de que a Pirelli fará um ótimo trabalho para desenvolver um pneu que se adapte bem às nossas motos”, afirmou Pecco Bagnaia ao portal Crash.

“A Michelin fez isso de forma fantástica e o desempenho agora é incrível. Então, vamos ver, vamos esperar. Não será fácil porque teremos que desenvolver motos e pneus ao mesmo tempo. Mas estamos aqui para ser competitivos, estamos aqui para fazer isso e será divertido fazer a diferença”, completou o bicampeão mundial.

Francesco Bagnaia (Foto: Ducati)

Márquez diz não gostar do período de adaptação que os novos pneus impõe sobre os pilotos, sobretudo na pista. Ele relembra que, durante a troca dos compostos da Bridgestone para Michelin, a partir de 2016, houve “acidentes estranhos” na MotoGP até a marca francesa conseguir produzir pneus melhores para a categoria.

“Como piloto, já experimentei a mudançada Bridgestone para a Michelin”, começou Márquez, que ganhou o títulos com os dois pneus.

“Não gosto de mudar. Não digo da Michelin para a Pirelli. Com certeza a Pirelli será um bom pneu. Mas sempre que você muda, existe uma espécie de adaptação dos fabricantes para os pneus e do estilo de pilotagem para os pneus. E vocês se lembram quando a Michelin chegou aqui como substituta da Bridgestone. Houve acidentes estranhos, não entendíamos por que caíamos”, afirmou o espanhol.

“Como piloto, pessoalmente, não gosto. Mas é uma decisão do campeonato. Precisamos agradecer à Michelin porque eles desenvolveram bons pneus e estão se saindo muito bem”, concluiu o #93.  

MotoGP volta a acelerar entre 14 a 16 de março, para o retorno do GP da Argentina, em Termas de Río Hondo, com a segunda etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.

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