No 1º teste, Pol Espargaró vê Honda e KTM opostas: “Diferentes demais para comparar”

Na estreia com a RC213V, o catalão falou em ganhar confiança com a dianteira e destacou que, assim como a KTM, também é preciso brigar um pouco com a moto da Honda para conseguir o resultado

Pol Espargaró não conseguiu comparar as motos de KTM e Honda no primeiro teste com a nova moto na MotoGP. O novo piloto da fábrica da asa dourada considerou que os dois protótipos são “muito, muito diferentes”.

Pol passou quatro anos guiando a RC16 da KTM, mas foi contratado pela Honda ainda no início do ano passado para assumir a vaga que estava com Álex Márquez, que foi despachado para a satélite LCR.

Takeo Yokoyama e Pol Espargaró trabalharam juntos no primeiro dia de testes em Losail (Foto: Repsol)

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Na abertura da pré-temporada da MotoGP em Losail, no Catar, Pol fez o primeiro teste com a Honda, mas não conseguiu um paralelo entre as duas motos, até pelo tempo que passou desde a última vez que guiou a máquina de Mattighofen.

“Elas são diferentes demais para comparar”, disse Pol. “Foram três meses em que eu não pilotei nenhuma moto grande, o que não ajuda a lembrar o que acontecia com a KTM, mas são muito, muito diferentes”, pontuou.

“Claro, são motos com que você precisa brigar um pouco para conseguir o resultado, mas, fora isso, o resto é muito diferente”, frisou. “Mas já me sinto bem na Honda”, contou.

O caçula dos Espargaró ressaltou que ainda precisa entender a dianteira da RC213V, que a parte que mais tem causado dificuldade para os pilotos nos últimos anos.

“A coisa mais importante é aprender sobre a dianteira, que onde você ganha tempo ― parando, tendo velocidade de curva”, indicou. “A traseira eu já tenho mais ou menos sob controle, a aceleração no meio da curva, mas é uma questão de forçar um pouco mais, ir ao limite e reconhecer onde estou perdendo”, elencou.

No primeiro dia da pré-temporada, Pol foi um dos pilotos que mais rodou, completando um total de 68 voltas. O catalão fechou o dia em 17º, 1s2 atrás do irmão Aleix, que liderou os trabalhos com a Aprilia. A melhor Honda foi Stefan Bradl, que ficou com o segundo tempo, 0s256 mais lento que o líder.

O alemão, porém, já está no segundo dia de testes no ano, já que é o piloto de testes oficial da HRC e, assim, participou do shakedown de sexta-feira.

Por conta do volume de voltas, Pol acabou “sem pneus, já que começamos muito cedo”.

Questionado se estudou dados anteriores da Honda em Losail, inclusive de Marc Márquez, Pol respondeu: “Hoje eu estava vendo [os dados] de Bradl, que foi um dos mais rápidos. Já é uma boa informação. Stefan, com certeza, tem mais confiança na dianteira do que eu”.

“Tem alguns lugares em que mais ou menos fazemos as mesmas coisas, mas, em outros, mesmo que freie mais forte, ainda tenho alguma margem. Ele também é mais rápido na hora de soltar o freio na metade da curva”, explicou. “Mas isso é normal, já que ele conhece os limites da moto mais do que eu e chega neles logo de cara. Ele não precisa de duas ou três voltas com um novo pneu para chegar a um tempo de volta rápido. Fiz o tempo de volta com sete voltas no pneu e aí repeti com 19, o que mostra o muito que estou perdendo em comparação com o meu companheiro de equipe com um novo pneu”, encerrou.

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