Pai de Simoncelli se diz “irritado com Deus” por causa da “coisa mais injusta do mundo”: morte de um filho

20 de janeiro de 2019 é o dia em que Marco Simoncelli completaria 32 anos, não fosse o acidente fatal no GP da Malásia de MotoGP em 2011. Paolo Simoncelli segue em frente com projetos que incluem até uma equipe de Moto3. Mesmo assim, a dor persiste

20 de janeiro era o dia do aniversário de Marco Simoncelli. Em 2019, o italiano completaria 32 anos – não fosse o acidente fatal durante o GP da Malásia de MotoGP em 2011. Para Paolo Simoncelli, a dor segue presente: sete anos após o acidente, o pai de Marco ainda lamenta ser vítima da “coisa mais injusta do mundo” ao perder um filho.
 
Paolo segue em frente, com iniciativas como a criação de uma fundação que carrega o nome de Marco e, mais recentemente, de uma equipe que compete na Moto3. Mesmo assim, o pai ainda lida com os obstáculos da perda.
 
“Não sou uma pessoa extraordinária, sou só um pai desesperado”, definiu Paolo, em vídeo divulgado pela Fundação Marco Simoncelli. “A fundação nasceu justamente depois do 23 de outubro [de 2011, data da morte de Marco]. Estava quase obrigado a fazer isso porque recebemos muitas doações, tanto que levou meses até organizarmos”, seguiu.
Paolo Simoncelli, pai de Marco (Foto: Reprodução/Twitter)

“Marco era um rapaz normal e gosto que ele tenha deixado para os jovens a necessidade de seguir um objetivo, um sonho, mas estou muito irritado com Deus porque aconteceu a coisa mais injusta do mundo. Os filhos nunca deveriam morrer antes de seus pais”, afirmou.

 
O vídeo foi divulgado na ocasião de um novo passo da fundação gerida pela família Simoncelli. A organização criou um espaço em Coriano, cidade italiana onde Marco cresceu, para receber e abrigar crianças com deficiência.
 
“É um sonho que virou realidade. Esperamos que esse centro possa ajudá-los a ficar melhor, a ter mais felicidade”, celebrou Paolo. “Aqui eles terão tudo à disposição para passar o dia e também para se reabilitar e fazer fisioterapia. Ver como eles [os pais] cuidam e mimam seus filhos, alguns deficientes desde o nascimento, me faz pensar que eles são os verdadeiros heróis, e não nós”, encerrou.

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