Acosta descarta “só queimar combustível” e avisa KTM: “Não aceito e não sou paciente”

Pedro Acosta subiu o tom nas cobranças à KTM e destacou que não vai ficar muito tempo esperando uma reação da fábrica. Espanhol sublinhou que ele não é um único que precisa de ajuda com o desempenho da RC16

Pedro Acosta subiu o tom contra a KTM. Decepcionado com o fim de semana do GP da Grã-Bretanha, o espanhol deixou claro que não se contenta em apenas aparecer e “queimar combustível” e deixou claro que tampouco terá muita paciência à espera de uma reação da RC16.

Em Silverstone, nenhuma das KTM conseguiu avançar além do Q1 da classificação. Na sprint, o melhor resultado da marca veio das mãos de Acosta, que foi oitavo. No GP de domingo (25), o ‘Tubarão’ aproveitou o caos da corrida para assegurar o sexto posto.

Irritado, Acosta deixou claro que não vai “levar a vida toda para ser campeão” da MotoGP. O espanhol tem um histórico muito mais acelerado, já que levou o Mundial de Moto3 no ano de estreia e foi campeão da Moto2 no segundo ano.

“Bom, não foi uma corrida estranha. Foi uma corrida sem esperança”, disparou Acosta. “É bem triste ver que você tenta ser perfeito em aceleração, levantar [a moto], nos ângulos [de inclinação], ao se aproximar e aí perde tudo em aceleração pelo fato nítido de não termos esse grip que as outras motos têm”, seguiu.

Pedro Acosta não escondeu irritação com a KTM (Foto: Gold & Goose/Red Bull Content Pool)

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“Mas é o que é e temos de seguir adiante”, comentou.

Questionado se precisa aceitar a situação e ter paciência, Acosta rebateu: “Não aceito e não sou paciente. É isso”.

“Oportunidades passam uma vez na vida. Não vou levar a vida toda para ser campeão neste campeonato. Preciso de ajuda da fábrica. É isso”, disparou. “Você é jovem até não ser mais. Muitas estrelas do campeonato crescem muito rápido e desaparecem muito rápido. Freddie Spencer. Lembra? Venceu dois títulos, aí teve alguma coisa no braço e nunca mais foi o mesmo”, recordou.

“No fim, não é só comigo. Você vê as quatro KTM fora do Q2 neste fim de semana e sofrendo muito. Precisamos de ajuda da fábrica. Estou falando dos quatro pilotos, não só de mim”, cobrou.

Apesar de ter contrato com a casa de Mattighofen até o fim de 2026, Acosta tem sido alvo de muitos rumores, como de uma eventual transferência para a Honda ou até para a VR46. Mas, apesar do nervosismo, Pedro insiste que acredita no projeto.

“Realmente acredito neste projeto, mas este fim de semana falei bem sério que preciso de ajuda. Não quero vir aqui com a KTM e só queimar combustível. Quero competir”, justificou. “Hoje eu consegui competir mais ou menos, até o momento em que estive no grupo com Marc [Márquez], Franco [Morbidelli], Jack [Miller] e Álex [Márquez] e não pude lutar. Isso é o que está fazendo meu sangue ferver: estar tão perto, não alcançar e não poder fazer. E não importa o que você faça, nunca dá”, concluiu.

MotoGP volta a acelerar entre 6 e 8 de junho, com o GP de Aragão, na Espanha, para a 8ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.

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