MotoGP

Pedrosa encara nova fase como piloto de testes e conserva paixão pela MotoGP sem pressão dos GPs

Dani Pedrosa encerrou sua carreira como piloto do Mundial de Motovelocidade. Entretanto, em 2019 vai encarar o desafio de ser piloto de testes da KTM. Conservando sua paixão pela MotoGP, vai poder seguir ao lado das motos, mas sem ter de lidar com a pressão dos finais de semana de corrida
Warm Up / NATHALIA DE VIVO, de São Paulo
 Dani Pedrosa (Foto: Divulgação/MotoGP)

Dani Pedrosa deu um importante passo em sua carreira com a decisão de se aposentar das pistas. O GP da Comunidade Valenciana marcou sua última corrida na MotoGP, mas agora uma nova jornada começa a partir de 2019.
 
Sem o compromisso de estar no grid da classe rainha, o espanhol assumiu o papel de piloto de testes da KTM e desde já vai ter de mudar sua mentalidade. Antes precisando se focar nos testes da pré-temporada assim que o campeonato se encerra, vai ter um tempo para fazer ‘nada’.
 
E quem sai ganhando com isso é, obviamente, a fábrica austríaca. Pedrosa é um dos pilotos mais experientes e velozes do grid, acumulando números impressionantes e diversas conquistas durante suas 18 temporadas e sempre aparecendo em diversas listas de recordes da categoria.
Dani Pedrosa (Foto: Divulgação/MotoGP)
No Mundial desde 2001, esteve sempre em cima de uma Honda, marca japonesa com quem conquistou um título nas 125cc e dois nas 250cc, além de mais de 50 vitórias e mais de 110 pódios. Ainda, é o único que conseguiu ao menos um triunfo por temporada por 12 campeonatos consecutivos.
 
Com a decisão, o piloto de Sabadell ainda vai poder seguir com sua paixão, mas sem todo o estresse de buscar resultados, como ele mesmo já falou. “Minha vida vai mudar, pois vou pilotar uma moto sem a pressão, então a adrenalina também vai diminuir”, reconheceu.
 
Em um projeto ainda dando seus primeiros passos, Dani vai ser uma engrenagem essencial para o desenvolvimento da RC16. O piloto inclusive mostrou todo seu otimismo para o trabalho, dizendo que “é um passo importante para a KTM".

"Espero poder ajudá-los com minha experiência. Ainda é uma equipe pequena e espero que eu os ajude a crescer”, falou. "Minha paixão são as motos, cresci no meio delas e essa é uma mudança que me deixa animado".
Dani Pedrosa (Foto: Divulgação/MotoGP)
Dani vai alinhar ao lado de Mika Kallio para auxiliar Johann Zarco e Pol Espargaró, o que torna um 'line-up' bastante forte. E é certo também que o trabalho do espanhol junto ao finlandês vai ajudar na equipe satélite Tech3, que anunciou uma parceria com a marca austríaca a partir de 2019.

Entretanto, existe apenas um ponto que a fábrica deve se atentar, que é a forma de como vai traduzir os feedbacks do piloto para produzir uma moto ideal para sua dupla titular. Pedrosa é o menor piloto do grid, com 1m57, e também o mais leve, com 50 kg. O lado positivo é que sua mente é bastante voltada para o lado técnico.
 
Pedrosa, pela primeira vez em uma porção de muitos e muitos anos, vai poder pensar em si e não precisar se focar no próximo treino, na próxima corrida, em como melhorar seu tempo de volta ou quanto tempo vai levar para curar a lesão. Depois de Valência, nasceu um novo homem.