Perto da Suzuki, Brivio admite sentir falta da MotoGP, mas se diz dividido entre trabalho com Rossi

Ex-chefe de equipe da Yamaha, Davide Brivio vem negociando com a Suzuki para chefiar o time de Hamamatsu em seu retorno à MotoGP. Italiano, entretanto, admitiu que está dividido entre a marca nipônica e seu trabalho com Valentino Rossi na VR46

Planejando seu retorno à MotoGP, a Suzuki elaborou um cronograma que prevê a realização de testes com o novo protótipo nipônico de 1000cc ao longo da temporada 2013 da MotoGP. Liberada pela Dorna, promotora do Mundial de Motovelocidade, para participar dos exercícios, a montadora abriu as negociações para que Davide Brivio chefie a equipe.
 
Ex-chefe de equipe da Yamaha, o italiano deixou Iwata em 2010, junto com Valentino Rossi, para trabalhar ao lado do multicampeão na VR46, marca responsável por todo os produtos oficiais que levam o nome do piloto. Afastado da MotoGP nas últimas duas temporadas, Davide admitiu em entrevista ao site britânico ‘Motorcycle News’ que sente falta de sua antiga função. 
Brivio foi um dos grandes responsáveis pela contratação de Rossi pela Yamaha em 2004 (Foto: Yamaha)
Mesmo sem uma confirmação oficial, os rumores indicam que Brivio já assinou com a Suzuki para chefiar seu novo projeto no Mundial de Motovelocidade. Vale lembrar que Davide foi um dos grandes responsáveis pela contratação de Valentino pela Yamaha em 2004, um projeto que levou ao renascimento do time na MotoGP. 
 
Responsabilizando a grave crise econômica, a Suzuki deixou a MotoGP após a temporada 2011, mas se comprometeu a retornar ao grid em 2014. De acordo com a publicação britânica, a fábrica de Hamamatsu alinharia seu protótipo 1000cc pela primeira vez ao lado de Honda, Yamaha e Ducati após o GP da Catalunha, agendado para 16 de junho. 
 
“Estive muito próximo das discussões com eles nos últimos meses. A Suzuki tem um plano de testar durante 2013, aí ainda pensando em entrar em 2014. Esta é uma decisão que será tomada depois”, explicou. “Estou conversando com eles e para mim seria um prazer fazer este trabalho, mas nada ainda foi 100% decidido. É um bom plano para avaliar e checar o potencial da máquina e mais tarde haverá uma decisão sobre o futuro. A ideia é que eu ajude a organizar o cronograma de testes”, continuou. 
 
Contente por ter sido procurado pela Suzuki, Brivio afirmou que, pelo menos durante a temporada 2013, conciliaria seu trabalho com a fábrica de Hamamatsu com seu atual papel na VR46.
 
“Eles me chamaram e isso foi lisonjeiro. Agora eu estou trabalhando com Valentino e é um trabalho que eu gosto muito. Trabalhar com um esportista de elite é muito divertido, mas, por outro lado, eu honestamente sinto falta do trabalho de gerenciar um time. Estou um pouco dividido entre o que eu quero fazer”, confessou. 
 
“Os dois são muito bons, mas este ano eu vou trabalhar nos dois e aí tomar uma decisão dependendo do que acontecer a partir daí”, declarou. 
 
O plano da Suzuki é retornar ao Mundial com um projeto de fábrica, que teria Brivio no comando e seria sediado fora da Itália. O presidente da Dorna, entretanto, tem outros planos. No início do ano, Carmelo Ezpeleta declarou que a marca nipônica teria de se aliar a um dos times já existentes. 
 
Questionado sobre o impacto dessa posição da Dorna em sua relação com a Suzuki, Davide ponderou que ainda é cedo para dizer. “Se nós começarmos a trabalhar juntos neste ano, ele provavelmente será uma evolução natural continuar no futuro. É claro que ouvimos a declaração da Dorna, mas nada ainda foi discutido com eles, porque a Suzuki precisa decidir o que vai fazer. E aí vai discutir com a Dorna e ver se tem problemas ou não”, encerrou. 

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