Pilotos citam histórico limpo, mas pedem maior controle antidoping na MotoGP “para que seja mais justo para todos”

Depois de Cal Crutchlow manifestar publicamente sua insatisfação com o volume de testes antidoping feito no Mundial de Motovelocidade, outros pilotos da MotoGP mostraram apoio ao britânico e defenderam uma mudança no esporte. Mesmo cobrando mais testes, competidores lembraram histórico limpo do campeonato

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Pode não ser uma cobrança comum, mas os pilotos da MotoGP querem ser submetidos a um controle antidoping mais rigoroso. Nesta quinta-feira (5), primeiro dia de atividades em Termas de Río Hondo, Cal Crutchlow, Andrea Dovizioso, Marc Márquez, Valentino Rossi, Danilo Petrucci e Johann Zarco cobraram uma mudança no procedimento adotado pela FIM (Federação Internacional de Motociclismo).
 
 
Por regulamento, a FIM conta com o chamado ‘registered testing pool’, onde a entidade reúne competidores de “alta-prioridade”, que estão sujeitos a testes dentro e fora de competição e que estão obrigados a fornecer paradeiro para as entidades reguladoras. No entanto, são realizados apenas dois testes por ano durante competições.
Johann Zarco, Cal Crutchlow, Marc Márquez, Andrea Dovizioso, Valentino Rossi e Danilo Petrucci defenderam maior rigor no controle antidoping na MotoGP (Foto: LCR)
Em 2017, por exemplo, a FIM fez 95 testes em pilotos das mais variadas modalidades, com apenas um resultado positivo: Cade Clason, do AMA Supercross.
 
No Mundial de Motovelocidade, os testes foram feitos em Mugello e Sachsenring, com Fabio Di Giannantonio, Juanfran Guevara, Andrea Migno, Hafizh Syahrin, Luca Marini, Mattia Pasini, Andrea Dovizioso, Andrea Iannone e Danilo Petrucci participando do primeiro grupo e Livio Loi, Jules Danilo, Philipp Oettl, Jorge Navarro, Sandro Cortese, Francesco Bagnaia, Jack Miller, Álvaro Bautista e Jonas Folger no segundo. Nenhuma substância adversa foi encontrada nesses testes.
 

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Em Termas de Río Hondo, Crutchlow foi questionado sobre suas declarações e, evitando se tornar repetitivo, reforçou que gostaria de ver mais testes antidoping no Mundial.
 
“É como eu disse. Eu não preciso reiterar meus comentários. Eu fiz uma entrevista de 20 minutos, então você pode ler lá”, afirmou. “Se eu acho que existe doping nas corridas de moto? Eu não sei, mas você tem de olhar para o fato de que na maioria dos esportes no mundo tem alguma coisa acontecendo”, ponderou. 
 
“Eu não estou contra todos os outros pilotos ou algo assim, mas acho que deveríamos ser mais testados. Tomara que este plano seja colocado em prática e que nós tenhamos uma mente limpa e uma ideia clara da situação”, torceu. “No fim, eu já disse isso, acho que eles estão indo em uma direção completamente certa a respeito disso. Acho que eles estão tentando fazer alguma coisa e trabalhar em direção a isso, pois acho que é justo para todos os pilotos”, defendeu.
 
Líder da MotoGP, Dovizioso apoiou o piloto da LCR e também reconheceu o empenho das autoridades esportivas em mudar esse cenário.
 
“Eu concordo com Cal. Acho que, com mais testes, vai ser melhor para o nosso esporte, para o nosso campeonato. Acho que vai ser assim”, falou Andrea. “Eles dizem que não é tão fácil organizar isso, mas acho que estão em uma situação de tentar fazer mais testes, com mais pilotos, em mais corridas, durante a temporada. Acho que é positivo”, completou.
 
Márquez avaliou que “não é normal” ter só dois controles em uma temporada de 19 corridas e reforçou o pedido dos pilotos pelo uso do ADAMS, um sistema da Agência Mundial Antidoping onde os atletas registram sua localização, podem fazer pedidos para uso terapêutico de determinadas drogas e tem acesso a resultados, por exemplo.
 
“Eu concordo com eles, pois só estamos pedindo mais controles. Nós somos atletas profissionais e, claro, [precisamos de] mais controles para que seja mais justo para todos”, alegou. “Para mim, não é normal que, em 19 corridas, só tenhamos dois controles, em duas corridas diferentes, e sem que todos os pilotos participem, apenas alguns”, opinou.
 
“Acho que precisamos mudar isso. Por isso, estamos pendido para a FIM, para a Dorna, pelo ADAMS para mudar isso”, apontou.
 
Piloto mais experiente do grid, Rossi lembrou que a MotoGP tem um histórico limpo, mas, mesmo assim, seria importante ter um controle maior. O caso mais recente de doping no Mundial aconteceu em 2012, com Anthony West, que usou um estimulante proibido.
 
“Para mim, olhando para a história do esporte a motor, não tiveram descobertas de doping. Mas eu concordo, precisarem fazer mais controles”, afirmou. “Normalmente, eles fazem controles durante a temporada, mas não muitos. Se fizeram mais, estamos aí”, anunciou.
 
Petrucci, por sua vez, seguiu a linha de Rossi e afirmou que seria positivo que a MotoGP tivesse o mesmo rigor de outros esportes.
 
“Com certeza, temos muito poucos controles e isso é bem estranho. Não sei quantos casos positivos tivemos no motociclismo no passado, mas, com certeza, não temos muitos dados”, avaliou. “Mas, sim, acho que [deveríamos ter] mais controles, como nos outros esportes. Acho que seria a coisa certa”, sublinhou.
 
Último a falar, Zarco considerou que os pilotos sequer sabem ao certo se alguma droga ou substância proibida os ajudaria a vencer uma corrida, mas apoiou a adoção de um rigor maior.
 
“É, mais ou menos, como eles disseram. Nas corridas de moto, nós temos tantos elementos para controlar que é difícil saber se, com algum doping, podemos vencer a corrida, porque também têm os pneus, motos, e tantas coisas para controlar”, comentou. “Ter mais controles só pode ser melhor, mas, normalmente, temos índices baixos de doping, pois não sabemos se isso pode ajudar”, concluiu.

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