Pilotos prezam segurança na Índia, mas analisam atualizações: “Esperava pior”

Os pilotos da MotoGP analisaram por vídeo as atualizações na segurança da pista do circuito de Buddh, mas dizem que veredicto acontecerá apenas no TL1 do GP da Índia

O GP da Índia está marcado para acontecer no fim de semana de 24 de setembro, mas ainda não é 100% confirmado por causa das homologações da pista. Na sexta-feira do GP de San Marino e Riviera de Rimini, foi apresentado aos pilotos um vídeo com atualizações no circuito de Buddh.

“Vimos alguns vídeos. Existem 2 ou 3 curvas onde a parede está bem próxima”, disse Álex Márquez. “Vão pintar a zebra como na Áustria, mais por dentro, para evitar isso [ficar próximo das paredes]. Na verdade, acho que não é a melhor solução porque estamos num campeonato mundial, como já disse muitas vezes, e não num regional”, seguiu.

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“Eles fizeram um trabalho muito bom. Mas precisamos ver se é suficiente. Se chegarmos lá e for seguro, seremos os primeiros a querer correr. Mas precisamos ser muito, muito claros nesse ponto. Se é seguro ou não. E veremos no TL1 quando estivermos na moto”, completou.

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Buddh ainda precisa de homologação para a MotoGP (Foto: Ker Robertson/Getty Images)

No calendário original divulgado pelo Mundial de Motovelocidade, Cazaquistão e Índia eram as etapas debutantes. Em abril passado, porém, FIMIRTA (Associação Internacional das Equipes de Corrida) e Dorna, a promotora do campeonato, anunciaram o cancelamento da prova em Sokol, prevista para 9 de julho, por falta de homologação e pelo que foi definido como “desafios logísticos”.

As obras para aumentar a segurança do traçado projetado por Herman Tilke e se adaptar as exigências da MotoGP, todavia, foram marcadas por um tumulto. De acordo com o jornal local Times of India, em março passado os indianos já corriam contra o tempo para executar o trabalho estimado entre € 3,5 e 4 milhões (de R$ 18,4 a 21 milhões).

“[A pista] estava muito suja. A zebra parece ser de 50 anos atrás. Mas em termos de segurança, temos de ver isso de verdade. Até porque se o [ângulo] da câmera estiver realmente aberto, talvez a perspectiva não seja a mesma com a velocidade. Mas eu esperava que fosse pior do que isso”, comentou Fabio Quartararo.

“Conversei com alguns pilotos. Eles me disseram que [os organizadores] estão realmente trabalhando duro [na Índia], mudando as coisas. Parece melhor do que pensavam. Vamos conversar todos juntos na quinta-feira [do GP], depois de ver a pista. Quero acreditar que a Dorna está trabalhando pela nossa segurança”, encerrou Aleix Espargaró.

Por enquanto, o GP da Índia segue no calendário, previsto para acontecer entre os dias 21 e 23 de setembro, abrindo o giro pela Ásia. A venda dos ingressos começou no último dia 23 de junho. Segundo o jornal Hindustan Times, 30 mil ingressos foram vendidos em apenas dois dias. O valor dos tickets varia entre ₹ 800 e ₹ 40 mil (entre R$ 47 e R$ 2.356).

O circuito de Buddh não é usado para competições internacionais desde a última passagem da Fórmula 1 pela Índia, em 2013.

A MotoGP retoma as atividades no fim de semana do dia 24 de setembro, com o GP da Índia, a ser disputado em Buddh. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das classes menores Moto2 e Moto3.

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