Pirelli admite que “ainda discute detalhes” sobre novos pneus da MotoGP para 2027

A Pirelli vai assumir o posto de fornecedora única de pneus da MotoGP a partir da temproada 2027, mas ainda não revelou grandes detalhes sobre os compostos e nem quando vai testar com as motos do novo regulamento da categoria

A MotoGP vai ganhar uma nova fornecedora de pneus a partir de 2027, quando a Pirelli assumirá o posto que hoje é da Michelin para ser a única marca na classe rainha do Mundial de Motovelocidade, ampliando o controle que possui atualmente no grid de Moto2 e Moto3 — além do Mundial de Superbike (WSBK).

Esta será apenas mais uma mudança importante no regulamento da MotoGP a partir de 2027, que também vai contar com novos motores e alterações técnicas nas motos. Por isso, a Pirelli busca encontrar um equilíbrio das coisas, como explicou Giorgio Barbier, diretor-esportivo do setor de motociclismo, em entrevista ao site GPOne.

“Como anunciado, ainda estamos discutindo detalhes importantes que não podemos revelar. Vou esperar mais algumas reuniões com a FIM [Federação Internacional de Motociclismo] e as montadoras, pois ainda faltam dois anos para a estreia”, afirmou o dirigente.

“Ainda precisam preparar as motos. Existem desenhos, mas ainda não vimos as motos [do novo regulamento]. Assim que decidir quando vamos sair à pista, com quais limites de testes, pilotos e tudo mais, com qual regulamento. Isso a Dorna precisa estabelecer”, acrescentou Barbier.

MotoGP vai contar com grandes mudanças no regulamento em 2027 (Foto: Divulgação/MotoGP)

“Quando muda-se algo tão importante, dois caminhos podem ser tomados: um enfoque conservador ou não. Qual a exigência em rendimento? Porque me parece que a intenção é reduzir por questões de segurança, circuitos e espetáculo. A história das corrida nos diz que a perda [de rendimento do pneu] é com o tempo, mas se perdesse dois ou três segundos por volta, estariam correndo no nível do Superbike”, destacou.

A pressão dos pneus, assunto tão discutido nos últimos anos e que virou motivo de punição da MotoGP, também foi abordada pelo diretor da Pirelli.

“Todos nós somos sensíveis a isso, o WSBK foi o primeiro a introduzir esses testes. Na MotoGP, o problema é que fatores como a aerodinâmica afetam negativamente a temperatura dos pneus”, pontuou.

MotoGP volta a acelerar entre 14 a 16 de março, para o retorno do GP da Argentina, em Termas de Río Hondo, com a segunda etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.

▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2

Chamada Chefão GP Chamada Chefão GP 🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da MotoGP direto no seu celular! Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.

📩 NEWSLETTER GP

Assine e receba notícias exclusivas e bastidores das pistas diretamente no seu e-mail!