MotoGP

"Rei do mundo" nas vitórias, Lorenzo se vê responsável por melhora "tão rápida" da Ducati

Jorge Lorenzo não conseguiu ter a despedida ideal da Ducati. Entretanto, o piloto tentou focar nos pontos positivos das duas últimas temporadas e reconheceu que foi grande responsável pelo crescimento da moto da equipe
Warm Up / Redação GP, de São Paulo
 A despedida de Lorenzo (Foto: Reprodução)
Jorge Lorenzo não passou nem perto de ter uma despedida dos sonhos com a Ducati. Entretanto, mesmo reconhecendo isso, apontou como teve bons momentos na equipe e ajudou a fazer a Desmosedici crescer tanto.
 
Em sua última corrida com as cores de Borgo Panigale, cruzou a linha de chegada apenas em 12º. Tudo porque se recuperava de uma lesão que o deixou fora de quatro das últimas cinco corridas da temporada.
 
A passagem do piloto de Palma de Maiorca foi marcada por altos e baixos. Após um ano de estreia bastante difícil e um início de 2018 com dois abandonos e dois resultados fora do top-10, conquistou três vitórias, mostrando quase total adaptação à fera vermelha do time. Mas os resultados chegaram tarde e o espanhol vai para a Honda em 2019.
Jorge Lorenzo (Foto: Ducati)
“Tenho que pensar positivo e tirar o melhor desses dois anos. Houve momentos difíceis, isso não posso negar. Estou muito orgulhoso do trabalho feito e acredito que o casamento nos fez mais forte. Em pontos, este ano foi pior do que no ano passado. Não tive sorte nem no início nem no final do campeonato”, frisou.
 
“Não consegui o Mundial, mas ganhamos três corridas e isso é algo. Tenho que estar triste, pois o objetivo do título não consegui. Acredito que tínhamos potencial para alcança-lo caso tivesse permanecido aqui, mas infelizmente não saberei”, continuou.
 
Apesar de toda a frustração, Lorenzo aproveitou para ressaltar todo o trabalho feito junto com a Ducati e toda a ajuda em fazer a moto crescer em tão pouco. “Fizemos progresso, as corridas que conquistamos e o fato de tornarmos a GP18 na moto referência”, disse.
 
“Com certeza, sem minha chegada à Ducati, a moto não teria crescido tão rápido. Mas era questão de tempo até que Gigi [Dall’Igna] e sua equipe tivessem sucesso. Durante dois meses, me senti o rei do mundo”, encerrou.