Retrospectiva 2019: Lorenzo dá adeus à MotoGP após ano triste na Honda

Jorge Lorenzo decidiu que 2019 era sua última temporada no Mundial de Motovelocidade. Se recuperando de graves lesões e com problemas para se adaptar à Honda, o espanhol decidiu que ali era sua hora de parar. Mesmo que os últimos anos tenham sido muito abaixo do esperado do tricampeão, deixa a MotoGP como um dos grandes da história e com seu nome muito bem escrito na categoria

Jorge Lorenzo decidiu que a MotoGP não era mais o lugar para se estar. No final de 2019, anunciou sua aposentadoria imediata do Mundial de Motovelocidade, dando adeus às pistas e levando consigo uma grande parte da história da categoria, botando fim em uma era.
 
O espanhol esperava dar a volta por cima nesta temporada. Após dois anos abaixo do esperado na Ducati, assinou com a Honda para formar com Marc Márquez o tão esperado ‘dream team’. Entretanto, o sonho não saiu do papel e terminou mais como um pesadelo.
 
É verdade que o tricampeão chegou à fábrica japonesa longe de sua melhor forma física. Ainda quando estava na equipe italiana, no final de 2018, sofreu uma lesão no punho esquerdo após uma forte queda em Aragão. Com isso, ficou fora das quatro etapas seguintes, voltando apenas em Valência.
 
Encerrando o campeonato em baixa, mas já acordado com a casa nova, chegou a hora das férias antes da pré-temporada. Mas mais um novo azar para o #99: durante um treino em uma pista de terra caiu, fraturou o escafoide esquerdo e passou por cirurgia. Com isso, não fez parte dos ensaios coletivos na Malásia, adiando seu primeiro contato com a Honda.
Jorge Lorenzo (Foto: Red Bull Content Pool)
A RC213V, conhecidamente arisca e bastante física, de difícil adaptação e feita “única e exclusivamente” para Márquez, cobrou um preço caro de Lorenzo. Durante 2019 inteiro, o espanhol lutou para tentar adaptar-se a moto e fazer a moto se adaptar ao seu estilo de guiada, mas sempre sem sucesso.
 
Não foi por falta de vontade e muito menos tentativa. O competidor nascido em Palma de Maiorca chegou a ir para a fábrica no Japão para, junto com os engenheiros, encontrar soluções para que pudesse se sentir melhor. Mas quando isso aconteceu, um novo golpe de extrema má sorte atingiu o tri.
 
No final do primeiro treino na Holanda levou um enorme tombo. Após exames constatou-se que Jorge fraturou duas vértebras. Então iniciou um longo processo de recuperação que o obrigou a perder quatro corridas – nesse meio tempo ainda houve as férias de verão para se dedicar a sua melhora.
Jorge Lorenzo (Foto: Repsol Honda)
Entretanto, mesmo quando voltou para cima da moto ainda não estava totalmente curado. A soma da difícil adaptação com os problemas físicos impuseram uma barreira no piloto, que não conseguiu alcançar os resultados almejados e terminou a temporada em baixa, decidindo então pela aposentadoria.
 
Com uma história de triunfos e números expressivos no Mundial – são 68 vitórias, 152 pódios e cinco títulos, três na classe rainha, Lorenzo se despedir dessa maneira chegou a ser bastante triste. Afinal, o desempenho não retratou o real talento do competidor.
 
Mas também é difícil ignorar o que apresentou na Honda. Das 15 etapas que correu, em nenhuma conseguiu chegar ao top-10, ficando sem pontuar em seis, sendo duas delas com abandono. Com isso, encerrou o campeonato em 19º com apenas 28 pontos somados.
 
Lorenzo decidiu pendurar ao capacete de forma digna: percebendo que não era mais competitivo, foi e parou. Mesmo que os últimos anos tenham sido traiçoeiros para o espanhol, sua história e tamanho vão sempre ser lembrados no Mundial.
 

 
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