Rossi aponta MotoGP “mais romântica” há 15 anos, mas ressalta aumento do profissionalismo
Valentino Rossi tem uma jornada muito longa no Mundial de Motovelocidade. Com isso, pode comparar todas as mudanças que a categoria apresentou ao longo do anos. O italiano afirmou que antigamente muito se baseava no feeling do piloto, mas hoje em dia é muito mais sobre estudar e se atentar aos detalhes
A MotoGP tem enfrentado uma das fases mais equilibradas e competitivas de sua história. Quem bem pode falar sobre isso é Valentino Rossi, que reconheceu que o nível dos competidores está muito alto, mas que a categoria antigamente era mais romântica e menos sobre eletrônica.
O GP da Holanda deste ano teve o top-15 mais apertado da história da classe rainha do Mundial de Motovelocidade. Entre Marc Márquez, o primeiro, e Dani Pedrosa, o 15º, apenas 16s. Ainda, a prova teve, aproximadamente, 175 ultrapassagens com cinco diferentes pilotos liderando o pelotão.
O italiano está desde 2002 na MotoGP – em 2000 e 2001 pilotou na antes chamada 500 cc. Com sete títulos apenas na classe rainha, o titular da Yamaha passou por diversas mudanças na categoria ao longo dos anos e fez uma breve comparação com o que vê hoje nas pistas. “Acho que uma das maiores diferenças comparadas com 15 anos atrás é que agora sempre estamos muito próximos durante os treinos”, apontou.

Valentino Rossi (foto: Michelin)
“Eu acho que se for comparar, o nível de profissionalismo do esporte aumentou muito. Agora, a equipe, mas especialmente os pilotos, tentam trabalhar todos os pequenos detalhes. Você tenta aprender, entender curva a curva, freada a freada”, seguiu.
“Há 15 anos era mais romântico. Você pilotava a sua moto, tinha seu feeling. Mas agora não é mais assim, você precisa trabalhar mais. Talvez seja um pouco mais chato. Acredito que essa é uma das maiores diferenças, mas é bom para o campeonato”, completou.
Considerado um dos melhores pilotos da história da categoria, Valentino ainda arrasta milhares de fãs para onde for. A onda amarela sempre marca presença nas arquibancadas, seja na Itália ou fora, e o competidor reconheceu que se sente sortudo por isso. “Sempre tive muita sorte em minha carreira, pois tenho grande apoio, também fora da Itália”.
“Acredito é por causa dos resultados de minha carreira, e também por estar mais de 20 anos no topo. Acho que muitas pessoas nas pistas estão crescendo comigo, também assistindo na TV. Então crescemos juntos, e é um ótimo sentimento”, encerrou.
🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da MotoGP direto no seu celular!
Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.
📩 NEWSLETTER GP
Assine e receba notícias exclusivas e bastidores das pistas diretamente no seu e-mail!