Rossi se vê “mais competitivo” no 400º GP, mas frisa: “Precisamos de mais”
Depois de tomar a ponta na largada e liderar o GP da Austrália, Valentino Rossi se viu mais competitivo em Phillip Island, ainda que tenha terminado a corrida em oitavo. Mesmo vendo evolução, #46 reconheceu que precisa de mais
Valentino Rossi avaliou que o início do GP da Austrália foi uma “maneira muito boa” de comemorar os 400 GPs no Mundial de Motovelocidade. Largando em quarto, o #46 tomou a ponta ainda nos primeiros metros e chegou a liderar a MotoGP por algumas voltas, mas acabou despencando no pelotão para receber a bandeirada apenas em oitavo, 15s841 atrás de Marc Márquez, o vencedor.
Apesar da persistência do longo jejum de vitórias, Rossi viu evolução em Phillip Island, ainda que considere que precisa de mais.
“Foi uma ótima largada e uma maneira muito boa de celebrar meu 400º GP, ficando um pouco na ponta. Foi uma grande emoção”, disse Rossi. “No fim, claro que o resultado não é fantástico, mas eu não fiquei tão longe de Jack Miller no pódio e pude pilotar de uma maneira melhor”, seguiu.

Valentino Rossi (Foto: Yamaha)
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“Fui mais competitivo em comparação com o último fim de semana. Mas, de qualquer forma, precisamos de mais. Precisamos ser mais fortes. Precisamos trabalhar”, reconheceu. “Como sempre, nós tivemos falta de aderência na traseira. Sou muito lento na reta, mas também em aceleração, não consigo sair muito rápido da curva. É nisso que temos de trabalhar”, insistiu.
“Mas correr em Phillip Island é sempre ótimo e, no fim, foi uma batalha dura”, comentou.
Depois de ser superado por Maverick Viñales, Marc Márquez e Cal Crutchlow ― que formaram o top-3 em boa parte da corrida ―, Rossi acabou envolvido numa batalha de oito pilotos. Mas foi escorregando no pelotão.
“O problema é que estávamos em um grande grupo e a cada volta eu perdia uma posição na reta”, apontou. “Então, se não tenho como resistir ou retomar a posição na volta seguinte, então o cara atrás de mim ultrapassa. Porque eu, com certeza, era o mais lento na reta de todo o grupo”, reconheceu.
“Então, infelizmente, em alguns lugares eu não era forte o bastante para recuperar toda volta. Mas, no final, tentei pilotar de forma suave”, indicou.
Apesar das dificuldades, o italiano ganhou duas posições na volta final: uma por ultrapassar Álex Rins e outra na esteira da queda de Viñales.
“Na última volta, lutei com Rins e ultrapassei. Depois, estava muito perto de Iannone, mas não consegui ultrapassar”, falou. “Aí Iannone passou Dovi e eles tocaram um pouco… foi uma luta dura, mas divertida”, concluiu.
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