Rossi vê versão 2017 da Yamaha “muito difícil” de guiar no molhado e avalia: “Também é muito perigosa”
Sétimo colocado no GP da Malásia, Valentino Rossi afirmou que a versão atual da Yamaha é “muito difícil” de guiar no molhado. O italiano avaliou que a M1 é até mesmo perigosa, já que não tem aderência na chuva
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O fim de semana na Malásia não saiu como esperado para a Yamaha. Depois de um pódio duplo em Phillip Island, a marca de Iwata viu suas esperanças de um bom resultado caírem por terra com a chegada da chuva, com Valentino Rossi completando a disputa em Sepang em sétimo e Maverick Viñales apenas em nono.
Após a corrida, Rossi admitiu que foi otimista para a disputa mesmo com a chuva, mas pouco pôde fazer por causa da falta de aderência.

Valentino Rossi reclamou de falta de aderência na pista molhada da Malásia (Foto: Michelin)
“Sabe, eu estava preocupado, mas não desesperado [quando vi a chuva], porque na sexta-feira eu tive alguns problemas no molhado, mas fiquei em sexto e, sinceramente, nós modificamos muito a moto desde então e eu estava confiante de que funcionaria”, disse Rossi. “Mas, infelizmente, tive exatamente o mesmo problema de sexta-feira. Nós não temos aderência nenhuma. É muito difícil pilotar a moto, também muito perigoso, e você tem a clara sensação de que se forçar um pouco mais, você cai. Como eu fiz em Motegi”, lembrou.
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Rossi largou em quarto, mas chegou a cair para 11º ainda nos primeiros giros, lutando contra as KTM nas primeiras voltas da prova malaia. O #46, então, conseguiu escalar até o sétimo posto, mas recebeu a bandeirada com 30s769 de atraso para Andrea Dovizioso, o vencedor em Sepang.
A melhor volta do italiano ― 2min14s700 ― foi registrada na 19ª das 20 voltas da corrida. Só Cal Crutchlow conseguiu marcar seu melhor giro depois de Rossi, já na última volta.
“É bem frustrante, porque parece nas primeiras dez-12 voltas, eu tenho sempre o mesmo ritmo. Não consegui melhorar. Então esta moto é muito difícil de guiar no molhado. É impossível. Não temos aderência. E, correndo assim, você arrisca demais”, comentou Valentino. “É uma pena, porque precisávamos de um bom resultado para confirmar [o pódio de] Phillip Island”, seguiu.
“Infelizmente choveu, mas você tem de estar pronto para todas as condições. Eu esperava um passo em relação a Motegi. Mas, na realidade, não. Então esta moto segue muito difícil”, insistiu.
Assim como aconteceu outras vezes ao longo da temporada, a YZR-M1 de 2016 mostrou uma melhor performance em condições de baixa aderência, com Johann Zarco garantindo o terceiro lugar do pódio, mesmo tento usado um pneu traseiro macio ao invés do médio.
“Para mim, vai ser muito melhor para Zarco se ele continuar com sua moto no ano que vem! Digo isso por ele”, brincou.
Sofrendo com os mesmos problemas, Maverick Viñales terminou apenas em nono, mas conseguiu confirmar o terceiro posto no Mundial, enquanto Rossi ainda vai lutar com Dani Pedrosa pela quarta posição na tabela em Valência. Os dois estão separados por 12 pontos.
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