Stoner diz que eletrônica tirou “finesse” da MotoGP e critica pilotagem padronizada: “Ninguém pode fazer diferença”

Casey Stoner voltou a criticar a eletrônica da MotoGP e avaliou que o recurso tirou a “finesse” da categoria. Australiano acredita que o estilo de pilotagem também ficou padronizando, impedindo que os pilotos façam a diferença

Quando parece que Casey Stoner fez as pazes com a MotoGP, o australiano volta a criticar a classe rainha do Mundial de Motovelocidade. Na visão do australiano, a eletrônica atual roubou a “finesse” da categoria.
 
A partir desde ano, a MotoGP passou a contar com uma eletrônica padronizada, criada pela Magneti Marelli. A medida tem como objetivo reduzir os custos e nivelar o grid.
 
Na visão de Stoner, no entanto, mesmo com o atual pacote eletrônico, os pilotos ainda recebem ajuda demais para controlar a tração na saída das curvas.
Casey Stoner não gosta muito da eletrônica atual da MotoGP (Foto: Ducati)

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“A eletrônica é a razão de vermos os tempos de volta da MotoGP tão apertados na classificação, então você pensa: ‘Uau, tem tanta gente rápida’”, disse Stoner à publicação australiana ‘Motor Cycle News’. “Mas na classificação tudo que os pilotos têm de fazer é frear tarde, fazer a moto virar, aí estabilizar e deixar a eletrônica fazer o resto. Não tem mais finesse”, seguiu.
 
“Durante a corrida, quando você não pode frear tarde em todas as voltas e acertar perfeitamente, é aí que você vê os intervalos crescerem demais ao longo do pelotão”, apontou. “A eletrônica ajuda demais esses pilotos que não conseguem controlar a traseira como os outros podem. Em 2006 ou 2007, se você tinha mais finesse, você pegava a moto na saída da curva e quase passava o outro cara no meio da reta”, recordou.
 
“Ou talvez o outro cara escorregasse e estragasse a saída, então você tentava e basicamente tinha feito a ultrapassagem antes da próxima curva”, seguiu.
 
Além disso, Casey acredita que os recursos eletrônicos acabaram por padronizar o estilo de pilotagem dos pilotos.
 
“Pilotos diferentes acertam suas motos de formas muito diferentes. Alguém como Dani [Pedrosa] gostava de ter a moto acertada do meio para a saída de curva e não muito boa na entrada, mas ele conseguia passar pela curva tão bem e tinha tanta tração que ele aparecia do seu lado na reta”, exemplificou. “O estilo de todos brilhava na época, agora está indo mais para um estilo particular”, avaliou.
 
“Ninguém pode fazer diferença na saída — você pode ouvir todos eles acelerando na mesma parte da curva e saindo —, então eles só dão uma grande apertada nos freios”, falou. “É tudo sobre quem freia mais tarde e sobre que está disposto a correr o maior risco”, concluiu.
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