Suzuki precisa resolver déficit de classificação para enfim se tornar grande na MotoGP

Joan Mir é o vice-líder do campeonato, mas de nove corridas em 2020, largou apenas duas vezes das primeiras filas, assim como Álex Rins. Apesar da consistência, o problema na classificação tem barrado o crescimento definitivo da equipe na MotoGP

Joan Mir tem despontado como a grande surpresa da temporada 2020. Em sua segunda temporada na MotoGP, aparece na vice-liderança da classificação com quatro pódios em sua conta. Entretanto, o espanhol precisa lidar com um problema que tem sido uma verdadeira pedra em sua bota: o péssimo problema da Suzuki na classificação.

O jovem de 24 anos foi quem mais terminou entre os três primeiros ao longo das nove etapas disputadas no campeonato. Entretanto, a dificuldade de conseguir largar mais à frente no pelotão o tem obrigado a encarar corridas de recuperação e, portanto, ainda não ter alcançado sua primeira vitória.

Joan já reconheceu que o time ainda sofre com a questão, dizendo que “a chave para vencer corridas pode ser sair das duas primeiras filas. É algo que precisamos melhorar, com certeza é difícil encontrar a solução porque não é nosso ponto forte. Não espero largar da pole, mas ficaria feliz em ficar entre as duas primeiras filas”.

Joan Mir largou apenas duas vezes das duas primeiras filas (Foto: Suzuki)

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E para quem está brigando diretamente pelo título, não conseguir alinhas nos primeiros colchetes do grid é um golpe contra. De todas as disputas até o momento, Mir apenas duas vezes entre os seus primeiros. Sua pior colocação de classificação foi 14º no GP da França, no último final de semana.

Em caráter de comparação, Álex Rins apenas uma vez das primeiras filas em 2020. A melhor colocação do espanhol foi um sexto posto, sendo presença mais constante na parte do fundo do pelotão – já largou em 13º, 16º, 18º e 20º, por exemplo.

A grande questão está nos pneus. A GSX-PR tem grande dificuldade para conseguir esquentar a borracha dianteira e fazê-la trabalhar da melhor maneira tanto na volta lançada quanto nas primeiras voltas da corrida. “Estamos trabalhando para melhorar essa área, pois, no momento, a temperatura do pneu dianteiro é o que nos tem feito sofrer. Isso é realmente uma dificuldade para nós, não consigo parar a moto, ter um feedback, e se vou um pouco além, perco a dianteira”, chegou a dizer Mir na França.

Álex Rins, MotoGP 2020, GP da Emilia-Romanha, Classificação
A Suzuki tem sofrido com o ritmo de classificação (Foto: Suzuki)

Mas é justamente o problema que tanto atrapalha na tomada de tempos que ajuda durante a prova. Uma vez que o pneu já atingiu uma boa temperatura, a dupla espanhola da Suzuki consegue escalar o pelotão e se aproveitar da falta de ritmo da Ducati e o problema de reta da Yamaha.

Entretanto, isso está longe de ser o suficiente para um piloto que sustenta a vice-liderança com apenas dez pontos de desvantagem para o líder da tabela. Basta olhar para a SRT Yamaha, que colocou Fabio Quartararo na primeira fila em oito de nove corridas, ou viu Maverick Viñales sair da frente em cinco vezes.

Mir tem impressionado e é uma prova da evolução da Suzuki nas últimas temporadas. Entretanto, um campeonato não se vence apenas com corridas de recuperação, mas mostrar que é um pacote completo e forte o suficiente. Enquanto isso não acontecer, a grandeza vai ficando apenas no sonho.

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