Suzuki recupera concessões após ano ruim, e rivais defendem regra: “Ajudar fábrica em dificuldades é bom para o campeonato”

Depois de um ano apagado, a Suzuki recuperou as concessões previstas em regulamento e poderá acelerar o desenvolvimento da GSX-RR em 2018. Chefes de Honda, Yamaha e Ducati defenderam a regra e consideraram que ter mais fábricas competitivas beneficia a todos

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Depois de um bom 2016, a Suzuki não conseguiu repetir a mesma boa performance em 2017 e, sem pódios, recuperou o direito a se valer das concessões previstas em regulamento para acelerar seu processo de desenvolvimento. 
 
Pelo regulamento da FIM (Federação Internacional de Motociclismo), fábricas que entram no Mundial pela primeira vez desde 2013 ou que não vencem no seco há cinco anos contam com uma série de vantagens, como uso de nove motores por ano ― contra sete dos demais ―; propulsores descongelados; e mais liberdade para testar com os pilotos oficiais. A mesma regra é aplicada para times que não somam pontos de concessão ― distribuídos de acordo com posições no pódio ― ao longo a temporada.
Chefes de Honda, Yamaha e Ducati defenderam a regra que devolve concessões para a Suzuki (Foto: Yamaha)
Apesar de a fábrica nipônica ter recuperado o direito a fazer uso dessas benesses, os rivais consideram o regulamento positivo, uma vez que prioriza a competitividade da categoria.
 

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Agora ex-chefe da Honda, Livio Suppo defendeu a regra e lembrou que a KTM, por exemplo, não teria como evoluir tão rapidamente sem as concessões.
 
“Acho que é uma boa regra”, disse Suppo em uma coletiva de imprensa em Valência. “Honestamente, acho que ficou provado nos últimos anos que ajudar uma fábrica que está em dificuldades é bom para o campeonato”, opinou. 
 
“No fim das contas, todas as mudanças que a Dorna fez nos últimos anos foram, na minha opinião, positivas. No momento, a competição entre todas as fábricas é bem apertada e isso é bom para o show. Nesta temporada nós vimos muitos corridas indefinidas até a última volta e isso é muito importante para todos nós”, frisou. “A Suzuki teve dificuldades neste ano e se no ano que vem terá mais uma vez a possibilidade de acelerar o processo de desenvolvimento, isso é bom. O que a KTM fez esta temporada é incrível. Sem essa regra, seria impossível. Se agora temos todas essas fábricas correndo neste nível, uma próxima da outra, acho que isso é bom para todos nós”, completou.
 
Diretor da Yamaha, Lin Jarvis concordou com Suppo e avaliou que a qualidade das corridas de 2017 é um reflexo do regulamento.
 
“Eu concordo com Livio. Lembro do que Pit [Beirer, chefe da KTM] disse sobre a KTM estar realmente satisfeita de fazer parte deste show de corridas fantástico e isso beneficia a todos nós”, considerou. “Se a Suzuki for capaz de usar essas concessões para avançar outra vez e se tornar mais competitiva, isso aumenta o nível todo”, apontou. 
 
“Acho que uma das nossas maiores vantagens em comparação com outras disciplinas top do esporte a motor é que o nível das corridas neste ano foi fenomenal. Absolutamente fenomenal. E acho que vimos algumas corridas fabulosas no seco e vimos algumas corridas escandalosamente fabulosas no molhado também”, exaltou. “Então, quanto mais fins de semana competitivos pudermos ter, com todas as fábricas presentes, melhor para todos nós”, opinou.
 
Diretor-esportivo da Ducati, Paolo Ciabatti reconheceu a importância do regulamento na própria evolução da casa de Bolonha e defendeu as concessões.
 
“Como vocês sabem, a Ducati tirou vantagem dessa regra quando não éramos competitivos e isso nos permitiu acelerar o desenvolvimento da moto”, lembrou. “Quando chegamos ao nível em que éramos capazes de alcançar pódios, perdemos as concessões, então acho que é uma regra que vale para todos, é justa, e permite que o campeonato se torne tão competitivo, permitindo que novas fábricas se juntem a categoria com uma chance de chegar ao nível das fábricas top”, concluiu.
 
Pelo regulamento, as fábricas que chegam a seis pontos de concessão perdem imediatamente a liberdade de testes, com vantagens relativas ao motor sendo invalidadas no ano seguinte.
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