Syahrin vê KTM “sexy” e põe eletrônica e potência como principais diferenças em relação à Yamaha
Hafizh Syahrin avaliou que a KTM é uma moto “sexy”. O piloto malaio apontou a eletrônica e a potência do motor como as principais diferenças da RC16 em comparação com a Yamaha
Hafizh Syahrin classificou a RC16 da KTM como uma moto “sexy”. Depois de estrear na MotoGP em 2018 com uma Yamaha YZR-M1, o malaio segue com a Tech3, mas agora vai guiar o protótipo austríaco.
Às vésperas do início da pré-temporada 2019 da MotoGP, o #55 esteve no circuito de Sepang na quinta-feira (31) e apontou as principais diferenças entre o protótipo que guiou no ano passado e que o vai usar a partir deste campeonato.
“Tem um visual diferente, sexy! Eu gosto de todo o metal e carbono”, disse Syahrin. “A eletrônica é um pouco diferente em relação a Yamaha e também a potência do motor. Com a Yamaha, a potência base é mais suave, mas com o motor V4, você sente mais torque. É um pouco mais agressivo”, apontou.

Hafizh Syahrin vai guiar a RC16 em 2019 (Foto: Sebas Romero/KTM)
“Eu gostei da moto, mas preciso de tempo para entender um pouco mais. Não é fácil para mim ou para o time, porque o time esteve com a Yamaha por 20 anos, então eles também precisam de tempo. Não só o motor e a eletrônica, mas o chassi e a suspensão também são diferentes”, ponderou. “Mas estou realmente feliz por trabalhar com este time, porque eles realmente ajudam para tentar entender a moto. Nós estamos trabalhando duro juntos e, depois dos dois primeiros testes, eles também estiveram na fábrica na Áustria”, relatou.
“Tive boas notícias do time e mal posso esperar para provar a moto amanhã”, disse o malaio, se referindo ao shakedown que começa nesta sexta-feira em Sepang, às vésperas do primeiro teste oficial da temporada.
Ainda, Hafizh lembrou a emoção de disputar seu primeiro GP da Malásia como piloto da MotoGP e reconheceu que não esperava estar na classe rainha. Ao menos não em 2018.
“Fiquei emocionado, pois muitas pessoas vieram de longo na chuva para nos apoiar. Eu disse a mim mesmo que queria mostrar meus fãs e dar meu melhor para todos em Sepang, meus patrocinadores e minha família”, relembrou. “Mas choveu no ultimo minuto da classificação e eu ainda não tenho experiência o bastante para entender essas condições em uma moto da MotoGP, então tive de começar em último”, continuou.
“Eu ainda acreditava em mim e no meu time no seco e quando as luzes apagaram, eu não sei o que aconteceu na primeira curva, mas eu passei 11 ou 12 pilotos. Então estava cheio de motivação, tentei manter o ritmo e ser forte até o final”, comentou. “Terminei no top-10 na minha corrida de casa. Essa era a minha meta, então é uma memória realmente boa para mim”, seguiu.
“Eu jamais sequer esperei estar na MotoGP na temporada passada. Meu plano era talvez chegar à MotoGP em 2019 ou 2020, mas eu consegui uma oportunidade mais cedo. Então, mais uma vez, obrigado a Dato Razlan [Razali] e Hervé [Poncharal] por fazerem isso acontecer”, agradeceu. “Mal podia acreditar quando me disseram que eu seria um piloto da MotoGP”, frisou.
“Aí, em meados da temporada passada, Hervé me ofereceu o contrato para continuar nesta temporada. Eu realmente aprecio fazer parte desta família e vou fazer meu melhor com a KTM”, garantiu.
Por fim, Syahrin estabeleceu uma única meta para a temporada 2019 da MotoGP: ser presença constante na zona de pontuação.
“Ano passado, eu não consegui fazer isso. Então vou tentar aprender com meus erros de novato e espero que 2019 corra bem”, concluiu.
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