Rossi celebra condição técnica e espera focar mais em performance com equipe satélite

Aos 42 anos, o italiano vai defender uma equipe satélite pela primeira vez de 2003. O agora piloto da SRT Yamaha lembrou que guarda boas memórias do tempo que esteve com uma equipe privada da Honda

Valentino Rossi não está incomodado por ter sido transferido para uma equipe satélite. Satisfeito com a condição técnica para a temporada 2021, já que conta com apoio da Yamaha e moto de fábrica, o italiano acredita que poderá focar mais em performance ao invés de ter de se preocupar com a evolução da YZR-M1.

Depois de uma sequência de oito temporadas na escuderia de fábrica da Yamaha ― na segunda passagem pela casa de Iwata ―, o piloto famoso pelo #46 vai defender a satélite SRT em 2021, mas ainda contando com apoio integral da construtora pela qual conquistou quatro dos sete títulos na MotoGP.

Valentino Rossi é o piloto mais experiente e vitorioso do grid (Foto: SRT)

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Às vésperas do início da pré-temporada, Rossi disse que ainda não sabe exatamente como será o trabalho na nova casa, mas acredita que poderá focar mais em si próprio.

“Pelo que eu entendi, na equipe satélite teremos menos pessoas para trabalhar na moto. Mas você também trabalha de uma maneira diferente na equipe satélite, pode se concentrar mais na performance na corrida e a prioridade não é desenvolver a moto. E isso é bom para o resultado”, disse Rossi. “Quando você está na equipe de fábrica, parte do trabalho é desenvolver a moto durante a temporada e para a próxima temporada. E isso leva muito tempo. Vimos que no ano passado os pilotos satélites tiveram muitos resultados fortes e que às vezes os pilotos de fábrica têm mais problemas”, ponderou.

“Isso é o que eu acho, a imagem que eu tenho vendo de fora, mas não estou dentro do time ainda. Mal posso esperar para começar a trabalhar com esta equipe. Temos de entender melhor a maneira de trabalharmos juntos, também com Wilco [Zeelenberg, diretor da SRT] e todos os caras, mas, com certeza, estou aberto a tudo”, frisou.

Rossi defendeu equipes de fábrica de Honda, Yamaha e Ducati entre 2002 e 2020, mas guarda lembranças positivas dos dois primeiros anos na MotoGP, quando correu nas 50cc com uma equipe satélite da Honda.

“Durante as minhas duas primeiras temporadas nas 500cc, eu estava em uma situação similar, pois era uma equipe satélite. É verdade que foi há 20 anos e com as 500cc, que eram um outro mundo, mas, naquele momento, me senti muito confortável”, recordou. “Estou feliz com a minha situação técnica. Tenho apoio total da Yamaha e esta equipe mostrou nas duas primeiras temporadas que podem vencer corridas e levar os pilotos ao topo. Espero alto nível e mal posso esperar para começar a temporada”, completou.

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