MotoGP

Viñales celebra evolução com novo motor da Yamaha, mas prega cautela: “Rivais vão melhorar muito”

Maverick Viñales não escondeu a alegria com a performance do novo motor da Yamaha, mas preferiu ser cauteloso, já que entende que a concorrência também vai evoluir. O #12 considerou que a prioridade de Iwata é resolver os problemas de motor que marcaram 2018
Warm Up / Redação GP, de São Paulo
 Maverick Viñales (Foto: Divulgação/MotoGP)
Maverick Viñales fechou o primeiro dia de testes da MotoGP em Valência bastante satisfeito. Agora com o #12, o espanhol cravou 1min31s461 na melhor de suas 39 voltas e encerrou a terça-feira (20) com 0s302 de vantagem para Marc Márquez, o segundo colocado.
 
Falando à imprensa, Viñales era o retrato da felicidade, já que sente que a evolução do motor testada na terça-feira foi um importante passo para a Yamaha.
 
“Foi muito bem e estou bastante contente”, disse Maverick. “Agora temos de trabalhar na eletrônica, que não está muito bem acertada, mas foi só ir para a pista que a moto girava muito melhor e eu podia pará-la melhor, especialmente na parte final da freada”, relatou.
Maverick Viñales gostou do novo motor da YZR-M1 (Foto: Yamaha)
Questionado se a Yamaha encontrou a solução para os problemas que marcaram o 2018 da Yamaha, Viñales respondeu: “Prefiro ser cauteloso, porque os rivais vão melhorar muito e faltou que nós déssemos um grande passo”. 
 
“Vamos ver se este é o caminho. Realmente posso ver, porque a velocidade em curva era muito maior e não tinha de estressar os pneus. Isso é melhor para ter ritmo e para o desgaste de pneus”, apontou.
 
Ainda, Maverick explicou que o motor testado na terça-feira é uma evolução do de 2016, que vinha sendo utilizado por Johann Zarco.
 
“Como em Aragão, é uma evolução do motor que o Johann usava, o de 2016. Acho que é a direção certa”, opinou.
 
Apesar de estar feliz com a performance da YZR-M1 na freada, Maverick reconhece que é importante ter também um motor com boa aceleração, mas acredita que isso pode ser alcançado com a eletrônica.
 
“Sim, agora falta que corra, mas acho que isso dá para fazer. A eletrônica é muito diferente em toda a pista quando acelero, porque o motor é muito mais suave, então falta potência, mas podemos conseguir isso com eletrônica”, garantiu. 
 
Assim como fez Valentino Rossi, o espanhol colocou o motor como prioridade e considerou que a Yamaha não precisa implementar mudanças de chassi.
 
“No momento, estou contente com o chassi e não é necessário mudá-lo. Temos de ser inteligentes com o motor, que, no fim, era o que estava nos causando todos os problemas”, defendeu. “Primeiro, vamos resolver o motor. Este teste é o de Jerez são para o motor”, concluiu.