Viñales defende essência e descarta mudar estilo de pilotagem: “Que façam uma moto para mim”

Maverick Viñales tem se mostrado cada vez mais insatisfeito com a Yamaha. Sem saber como melhorar o desempenho da moto e o que precisa ser feito, ao menos de uma coisa sabe: não vai mudar seu estilo de pilotagem para se encaixar na moto

Mais uma vez Maverick Viñales mostrou sua extrema insatisfação com a atual forma da Yamaha. Procurando um jeito de contornar a situação, descartou mudar seu estilo de pilotagem e afirmou que a equipe precisa fazer uma moto que se encaixe com ele.
 
O espanhol não tem vivido grande fase na MotoGP. Após terminar o GP do Japão em sétimo, agora aparece 141 pontos atrás do líder da classificação, na quarta posição. Com a vitória não se encontra desde o GP da França do ano passado.
 
 Em Motegi, inclusive, participou de uma reunião extraordinária com a equipe. “Quero saber os porquês, por que estou lento, gosto que me expliquem e, até que o fizessem, não levantaria da cadeira. As explicações não me convenceram”, afirmou o piloto em entrevista ao site espanhol ‘AS’.
Maverick Viñales (Foto: Yamaha)

“Os problemas são mais ou menos os que já sabem, não posso frear forte, a moto não para. É o ano todo igual. Caso peguem meus comentários da primeira corrida e a do Japão, verão que são os mesmos, as mesmas palavras, as respostas são as mesmas também, pois no final não há solução”, continuou.
 

Questionado se mudaria então seu estilo de pilotagem para tentar ser mais competitivo, Viñales logo negou. “Não vou fazer mais, no ano passado o fiz e fui pior. Que façam uma moto para mim e poderão estar na frente ganhando corridas”, disse,
 
“Eu não vou mais mudar meu estilo de pilotagem, pois no final perco minha essência, o que me trouxe até aqui e isso não vou perder nunca. Eu não sei, Yamaha tem que ter a chave, eu só sei acelerar. Gostaria de saber fazer uma moto”, completou.
 
Por fim, admitiu que chegou a pensar em como se sairia no comando de uma Honda ou Ducati, mas reconheceu que esses pensamentos não levam a lugar nenhum. “A cada dia, mas do que serve?”, apontou.
 
“Não serve de nada, pois agora estou aqui e tenho que trabalhar com isso, tenho que picar pedra e tentar criar uma moto muito boa já para o ano que vem, desde a primeira vez que acelerar na pré-temporada de 2019. Tenho mais dois anos aqui, então tenho que trabalhar duro, pois antes a moto funcionava e tem que funcionar novamente”, encerrou.
 
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