Viñales fala em drama em Barcelona e anuncia nova estratégia: “Agora tenho de ser mais agressivo do que nunca”

Décimo colocado no GP da Catalunha, Maverick Viñales classificou sua situação como dramática e voltou a apontar os pneus como causa para o revés de Montmeló. Espanhol avaliou que nova situação no Mundial o obriga a ser mais agressivo

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Maverick Viñales viu o novo revés da Yamaha em território espanhol afetar consideravelmente sua batalha pelo título da MotoGP. O #25 chegou a Barcelona com 26 pontos de vantagem para Andrea Dovizioso na classificação, mas com o décimo lugar de domingo (11) somado ao triunfo do italiano, viu sua margem despencar para apenas sete pontos.

 
Depois de um fim de semana onde se queixou bastante da Michelin por ofertar pneus que não permitem uma atuação estável das motos, Viñales voltou a reclamar dos calçados, especialmente após ser confrontado com defesa da marca francesa, que alegou que a Yamaha sofreu em Montmeló por não ter participado do teste privado do mês passado.
Maverick Viñales não engoliu a performance do fim de semana em Montmeló (Foto: Michelin)
“Olha, Cal [Crutchlow] também testou aqui e terminou atrás de mim. Eu não acho que o nível de Cal seja para estar em 11º. Creio que ele tem nível para estar entre os seis primeiros, inclusive para lutar pela vitória em muitas corridas”, afirmou Viñales. “Me parece que dizer isso é uma desculpa, porque em Mugello nós não testamos, na Argentina tampouco, em Austin tampouco. E era rápido. Não tinha problema com o pneu traseiro”, listou. 
 

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“Não é uma questão de que um testou e outro não, é uma questão de que todas as motos funcionem”, defendeu. “Não sei o que dizer, porque a equipe também não sabe”, seguiu.
 
Questionado se sua situação era um drama, Maverick respondeu: “Para mim, é. Venho de vencer e de um segundo lugar próximo de ganhar e passei ao décimo lugar. Não entendo nada, não entra na minha cabeça como ganhar quando a moto vai bem e aí fazer um décimo, dando 100%. É algo que eu não entendo”.
 
Também em dificuldades em Montmeló, Valentino Rossi avaliou que a YZR-M1 de 2017 “perdeu a essência” da Yamaha, já que tem uma performance pior em ritmo de curva, uma marca da moto dos três diapasões. Viñales, no entanto, segue convicto de que a moto atual é melhor do que aquela que está com Johann Zarco e Jonas Folger, quinto e sexto, respectivamente, na prova catalã.
 
“Eles têm o chassi de 2016, mas eu provei o de 2016 e o 2017, e o de 2017 é muito melhor”, assegurou. “Então não sei. E também tínhamos mais aderência. Na Austrália, com o de 2017, tínhamos muito mais aderência do que com o de 2016. Não sei o que está acontecendo, mas não gosto, não gosto. Amanhã eu posso vencer e depois ser o 15º. Isso não é normal”, sublinhou.
 
Indagado se a Yamaha não conseguiu evoluir em nada ao longo do fim de semana, Maverick destacou que o time fez muitos testes e parecia ter encontrado um caminho, mas não conseguiu solucionar as dificuldades com o pneu traseiro.
 
“Nós provamos um montão de coisas e esta manhã parecia que tínhamos encontrado a chave para um bom resultado. Mas o meu problema não era com o pneu dianteiro. Se não fosse pelo pneu dianteiro, eu teria feito um resultado desastroso, muito pior do que fiz”, considerou. “Era o pneu traseiro, que em plena reta tinha spinning, até em quinta, não avançava. Cal tinha um pouco deste problema. Falo dele porque foi com quem rodei e foi o que vi. Abria o acelerador e a moto não avançava”, relatou.
 
Pisando em ovos para fugir do rótulo de ‘chorão’, Viñales reiterou que não quer ser o único a ficar reclamando o tempo todo, mas reforçou que não vê a Yamaha como responsável pela atuação do fim de semana.
 
“Eu também não quero me queixar sempre, parece que na MotoGP eu sou o único que se queixa. Não é assim. No fim, não creio que a minha moto vai bem em Mugello e não aqui. Não pode ser. Não quando a Yamaha é a moto mais estável que conduzi na vida. Aqui parecia impossível de pilotar”, declarou.
 
Restando duas provas para o fim da primeira metade da temporada, Viñales reconheceu que o revés de Montmeló vai forçá-lo a modificar sua estratégia.
 
“Resultados como o de hoje te obrigam a ser agressivo e a vencer quando vai para a pista, não a conservar ou somar alguns pontos”, afirmou. “Agora tenho de ser mais agressivo do que nunca nas próximas corridas”, prometeu.
 
Por fim, ao ser perguntado se teme que as críticas abalem sua relação com a Michelin, Viñales afirmou que não pode se calar, já que tem de justificar sua performance.
 
“Tenho de dizer alguma coisa, não posso ficar aqui e dizer que não aconteceu nada, que a moto está perfeita e estou em décimo. Não é assim. Quando existem problemas, existem problemas, e é preciso dizer isso. E as pessoas também têm de saber porque fizemos esta resultado”, alegou. “Nem tudo é porque nossa moto não vai. Não me parece, não pode ser que seja a melhor moto do Mundial em Le Mans. Em Mugello, olhando agora, talvez eu devesse ter arriscado mais. Chegamos aqui e, de todas, é a minha moto que vai pior. Não é assim, não é assim. Me sinto frustrado com isso”, concluiu.

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