Yamaha assume problemas, mas cita mudanças e avisa: “É o início de uma reação”
Diretor da Yamaha, Lin Jarvis reconheceu que a equipe teve um ano muito difícil em 2023, mas avaliou que esta temporada marca o início de uma reação. Dirigente se mostrou confiante em uma boa relação entre Fabio Quartararo e Álex Rins e nas mudanças feitas pela equipe
Diretor da Yamaha, Lin Jarvis afirmou que 2024 marca “o início de uma reação” da marca. O dirigente assumiu os problemas da YZR-M1 e reconheceu que 2023 foi muito ruim, mas também indicou que a recuperação não será imediata.
A Yamaha fechou 2023 com a penúltima colocação do Mundial de Construtores, à frente apenas da Honda, que vive uma crise ainda pior. Para tentar responder ao momento difícil, a marca dos três diapasões promoveu mudanças na equipe: Massimo Bartolini veio Ducati para assumir o posto de diretor-técnico, enquanto Marco Nicotra, que também deixou Borgo Panigale, vai tocar o trabalho com aerodinâmica.
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“É o início de um novo período. Diria que precisamos nos recuperar”, disse Jarvis. “Ano passado foi difícil para nós. E poucos anos antes tínhamos sido campeões”, recordou.
“Depois, ficamos em segundo. Ano passado, nós realmente tivemos dificuldades, foi realmente difícil. Ficou claro e óbvio que, para que a gente consiga ser competitivo, precisamos mudar muitas coisas”, assumiu. “Começamos uma reestruturação em meados da temporada passada. Novas ideias, novos parceiros e novas colaborações… E mudando nossa organização interna também”, apontou.

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“O shakedown e o primeiro teste representaram a primeira vez em que reunimos tudo isso. Sabemos que não será instantâneo, mas é o início de uma reação”, avisou.
Ainda, Jarvis falou da colaboração entre Fabio Quartararo e Álex Rins, que assumiu o posto que era de Franco Morbidelli. O dirigente apontou para a boa relação instantânea entre eles.
“O que me agrada é que, instantaneamente, houve uma química muito boa entre eles”, contou. “Tenho a sensação de que eles vão colaborar juntos, gostam um do outro e estão na mesma missão. Eles entendem que têm de trabalhar juntos. Temos de fazer tudo que pudermos para reagir”, defendeu.
“Álex é um dos pilotos mais rápidos da MotoGP. Ele foi um pouco inconsistente no passado, mas, nas últimas temporadas, com a Suzuki e a Honda, estava vencendo corridas”, comentou. “E sabemos a capacidade do Fabio, que foi campeão em 21. Temos uma ótima combinação. Eles estão em missão. Estou otimista de que trabalharão bem juntos”, encerrou.
Por fim, Lin se disse confiante, especialmente pelas mudanças feitas na Yamaha, mas admitiu que não será um processo imediato.
“Estou positivo, otimista, pois vi mudanças. Sei as mudanças que estamos fazendo”, disse Jarvis. “Não sou irrealista. Não há recuperação rápida. Para chegar na situação em que estávamos — não sendo competitivos —, é um processo gradual. Precisamos fazer um processo gradual de recuperação”, defendeu.
“Não subestimamos o nível dos nossos competidores. Olha a Ducati, a KTM… Não é fácil, é uma série muito competitiva. [Mas] fizemos boas mudanças. Precisamos, mais do que nada, acelerar a maneira que trabalhamos. O desafio é nosso. Temos de entregar”, encerrou.
A MotoGP retoma as atividades nesta segunda-feira (19) para uma bateria de dois dias de testes em Lusail, no Catar, para concluir a pré-temporada. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.
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