Yamaha se põe como rival na Tailândia, mas Márquez mantém alerta por Dovizioso

Com Fabio Quartararo e Maverick Viñales na ponta do grid, as Yamaha surgem como rivais de Marc Márquez pela vitória em Buriram. Mas, ainda que discreto na classificação, Andrea Dovizioso mostrou um ritmo bom o bastante para manter o #93 em alerta

A MotoGP já viveu dias mais tranquilos do que este sábado (5) em Buriram. Tal qual indicavam os meteorologistas, o dia começou com chuva, o que acabou por reduzir o tamanho e adiar em 1h20 o início das atividades matutinas, que, aliás, tiveram uma inesperada visita: a de um caranguejo.
 
A chuva, porém, deu trégua ainda pela manhã, permitindo o uso ― ainda que tímido ― dos pneus slicks já no terceiro treino livre. Com o sol entre nuvens, a classificação da classe rainha transcorreu toda com pista seca, mas as condições do asfalto não foram suficientes para manter os pilotos de pé.
 
Vindo de um forte tombo na sexta-feira, Marc Márquez sofreu uma nova queda, desta vez na curva 5 ― a mesma que tinha vitimado Valentino Rossi pouco antes ―, e acabou perdendo a última chance de destronar Fabio Quartararo, que, mesmo caindo pouco depois, estabeleceu um novo recorde para o circuito de Chang no caminho até sua quarta pole-position na temporada 2019.
Marc Márquez e Fabio Quartararo (Foto: Repsol)
Seguindo o script das últimas etapas, Quartararo e Márquez foram os protagonistas da MotoGP, com Maverick Viñales vindo forte para assegurar sua terceira primeira fila consecutiva.
 
Melhor entre os novatos da temporada 2019, Fabio nem surpreende mais por sua velocidade. Afinal, já é a nona vez no ano que o francês de Nice garante vaga na primeira fila do grid, o que representa um aproveitamento de 60%. Em termos de poles, é a quarta em 15 etapas.
 
Até aqui, no entanto, o ritmo de corrida tem ficado um pouco abaixo. E, pelo que se viu no TL4, essa é também a realidade de momento em Buriram. Ainda assim, o #20 encerrou o segundo dia na pista projetada por Hermann Tilke satisfeito.
 
“Foi uma volta incrível”, comentou Fabio. “Não só essa, mas também da saída anterior. Ok, eu caí na última volta, porque estava realmente forçando por outra volta incrível, mas não foi possível. Mas nós sabemos o motivo da queda, sentimos o limite, e foi um trabalho realmente bom do time. Eles estão fazendo um trabalho incrível todo o fim de semana. Se estamos aqui, é também por causa deles, então realmente quero agradecê-los”, exaltou. 
 
Satisfeito com o sábado, Fabio admitiu a ansiedade para a corrida de amanhã, especialmente por acreditar que tem um ritmo bom o bastante para brigar pelo quinto pódio do ano. 
 
“Estou ansioso para a corrida de amanhã, pois temos um bom ritmo”, falou. “Vamos ver se a previsão está ok para a corrida de amanhã”, completou.

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O companheiro de Franco Morbidelli celebrou a melhora em seu ritmo de corrida, mas previu um GP difícil pela frente.
 
“Não sei onde dei um passo à frente. No TL3, não tive ritmo, mas no TL4, com pneu novo e, no final, usado, conseguimos um bom ritmo”, explicou. “Temos de ver os pneus que vamos escolher, mas estou muito contente com o ritmo que temos”, declarou.
 
“Vai ser uma corrida muito difícil, vai fazer muito calor e talvez chova, mas 26 voltas neste calor é muita coisa”, ponderou. “Maverick e Marc têm um ritmo muito forte, então vamos dar o máximo desde o início para tentar estar com eles”, anunciou.
 
Numa estratégia ligeiramente diferente ― já que postergou o pit-stop ―, Maverick Viñales ficou a 0s106 da pole, mas sente que poderia ter ameaçado o #20 de maneira mais efetiva.
 
“Acho que o tempo de volta podia ser um pouco mais rápido, mas, de qualquer forma, estou realmente feliz”, comentou Maverick. “Alcançamos o objetivo. Nós conseguimos a primeira fila, o que é muito importante para nós”, frisou. 
Marc Márquez (Foto: Red Bull Contet Pool)
“Rodamos muito rápidos hoje, então estou muito satisfeito e feliz. Vamos ver se amanhã conseguimos dar outro passo”, torceu.
 
Precisando de apenas mais um passinho para reescrever seu nome na história do Mundial de Motovelocidade, Márquez ficou sem a pole, mas vai largar no top-3 pela 13ª vez no ano, o que representa um aproveitamento de 86%.
 
Márquez sabe, no entanto, que a curva 5 é um ponto de alerta em Buriram. Ainda que seu pior tombo tenha acontecido na 7.
 
“Eu estou muito feliz com a maneira como a moto está funcionando, com o ritmo”, comentou Marc, que exibiu o melhor ritmo de prova no TL4. “Claro, agora na classificação eu forcei demais naquela curva 5, que é um ponto crítico ― Quartararo caiu, Valentino também. Tem uma ondulação lá, mas, fora isso, está tudo sob controle”, seguiu. 
 
“Foi uma boa volta na classificação. Eu estava vindo mais rápido, mas, de qualquer forma, estou feliz com o trabalho que o time está fazendo”, sublinhou. 
 
O #93, porém, tem um ritmo bastante sólido, já que fez muitas voltas na casa de 1min31s baixo. Rival no ano passado ― e único que pode adiar a conquista do hexa ―, Andrea Dovizioso fez um sábado discreto e vai largar só em sétimo, mas foi o segundo com mais voltas em 1min31s.
 
Perguntado sobre qual o plano para a corrida de amanhã, Márquez reiterou o desejo de ver o GP da Tailândia como uma corrida normal. “Nós estamos tentando controlar o fim de semana como um fim de semana normal. E nós estamos trabalhando, forçando e tentando preparar a corrida para ter a chance de lutar pela vitória, mas sabemos que esses dois vão forçar muito, um porque está buscando a primeira vitória e outro porque está querendo voltar ao topo do pódio, mas não é nossa meta principal. Então, sim, a minha meta é ficar no pódio mais uma vez, mais um domingo. E, se for na frente de Dovi, muito melhor”.
 
“Vamos ver amanhã como estará o clima e as condições, mas fora esses dois, sei que Dovi tem um bom ritmo, então vão ser uma corrida dura”, encerrou.
 

O GP da Tailândia de MotoGP está marcado para o domingo, às 4h (de Brasília). Acompanhe aqui a cobertura do GRANDE PRÊMIO.

Previsão do tempo para Buriram
GP da Tailândia Chang
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