Ao longo do tempo, a Fórmula 1 vou moldando seu calendário e viajando cada vez mais ao redor do planeta. Em 2023, a categoria vai viver a maior temporada da história, com 23 GPs. Mas como isso começou?
Notar que o campeonato de 2023 da Fórmula 1 com o número recorde de 23 corridas — e só não são 24 porque China ficou de fora ainda por reflexos da pandemia da covid-19 — seria algo completamente impensável no início dos anos 1950, quando a categoria nasceu com apenas oito etapas. Mas ao longo das 73 temporadas completas (2023 é a 74ª), o número de GPs realizados por ano variou bastante e chegou a ter a presença ilustre da maior prova do automobilismo americano: as 500 Milhas de Indianápolis, que hoje forma junto com as 24 Horas de Le Mans e o GP de Mônaco de F1 a chamada ‘tríplice coroa’ do automobilismo.
Confira abaixo, período por período, quantas corridas a Fórmula 1 já teve por temporada em sua história:
1950 – 1960
Nas primeiras oito temporadas de sua história, a Fórmula 1 teve campeonatos com menos de dez corridas. Em 1950, foram sete GPs realizados, com a abertura em Silverstone, na Inglaterra, e o encerramento em Monza, Itália — curiosamente, duas das mais tradicionais pistas da história. A peculiaridade fica por conta das 500 Milhas de Indianápolis, que fez parte do calendário da F1 até 1960.
1961 – 1970
Esta década manteve uma média de 11,3 GPs por temporada, sendo a mais longa em 1970, com 13 corridas. A África do Sul entrou pela primeira vez no calendário neste período, encerrando o campeonato de 1962. Depois, em 1965 e de 1967 em diante, passou a ser a corrida de abertura.

1971 – 1980
Na década de 70, os campeonatos da Fórmula 1 começaram a ganhar a cara mais familiar aos torcedores. A média de corridas realizadas neste período por ano foi de 14,5 GPs — para se ter uma ideia, de 1971 para 1973, foi um salto de 11 para 15 etapas no calendário.
Esta década trouxe algumas estreias importantes, como o GP do Brasil, em Interlagos, que teve sua primeira edição em 1973. O Japão também entrou no mapa da categoria neste intervalo, em 1976. A temporada mais longa aconteceu no ano seguinte, 1997, mas curiosamente, não houve pistas estreantes neste Mundial.
1981 – 2000
Eis agora um recorte temporal maior, e isso porque este foi um período em que a categoria alcançou a maior estabilidade em números de corrida por campeonato: 16 GPs entre 1984 e 1994 (11 temporadas ao todo). Foram outras quatro temporadas neste mesmo intervalo com a mesma quantidade de GPs, o que nos dá exatamente a média de campeonatos de 16 corridas em 20 anos.
Algumas curiosidades do período: as décadas de 80 e 90 marcaram as estreias de algumas corridas consagradas, com San Marino (1981), Austrália (1985), Hungria (1896) e Malásia (1999).
2001 – 2010
O final desta década trouxe o calendário cada vez mais próximo das 20 corridas anuais, e isso porque foram nada menos do que seis pistas estreantes em dez anos: Bahrein e China (2004), Turquia (2005), Singapura (2008), Abu Dhabi (2009), Coreia do Sul (2010). Nota-se que foi nesse intervalo que começou o flerte da F1 com o rico Oriente Médio, com seus circuitos suntuosos e projetados pelo arquiteto alemão Hermann Tilke. As pistas, inclusive, ganharam até apelido: tilkódromos.
Foi neste período também que a F1 bateu o seu primeiro recorde de temporada mais longa: 19 corridas em 2010, com a chegada do GP da Coreia do Sul ao calendário.

2011 – 2022
Aqui, a F1 expandiu de vez o seu território, mas com um detalhe: a cada ano, a Europa passou a perder espaço para novas praças fora do Velho Continente. Tanto que o calendário colocou logo em 2011 uma etapa na Índia, o segundo país mais populoso do mundo.
Rússia (2014), Azerbaijão (2017), Arábia Saudita (2021) e Catar (2021) foram outros países que conquistaram espaço no Mundial. A Cidade do México também ganhou uma etapa em 2021, e isso fez com que a categoria tivesse no referido ano o seu recorde absoluto de corridas por temporada até aqui: 22 no total.
Esse número, porém, será batido em 2023, quando a F1 alcançará nada menos do que 23 GPs. Isso, claro, se não houver nenhum cancelamento de última hora, como aconteceu com a Rússia em 2022. A etapa foi cortada do calendário em decorrência do conflito entre o país e a Ucrânia.
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