Rali

VÍDEO: Alonso realiza primeiro dia de testes com carro da Toyota campeão do Dakar na África do Sul

O bicampeão mundial de F1 contou que se divertiu muito com a chance de pilotar o Toyota Hilux pela primeira vez, em sessão promovida pela marca ao lado do sul-africano Giniel de Villiers. O modelo, campeão do Rali Dakar em janeiro deste ano com Nasser Al-Attiyah, foi pilotado por Alonso, que volta ao volante do carro nesta quinta-feira

Grande Prêmio / Redação GP, de Sumaré
Fernando Alonso fez uma breve pausa na sua preparação para as 500 Milhas de Indianápolis para vivenciar uma nova experiência em um carro de corrida. O bicampeão mundial de F1, que nos últimos anos busca ampliar seus horizontes na carreira com participação na Indy e uma presença vitoriosa no Mundial de Endurance com a Toyota, aproveitou o convite da fábrica japonesa para viajar até a África do Sul. O objetivo: dois dias de testes com o Toyota Hilux, carro com o qual Nasser Al-Attiyah sagrou-se tricampeão do Rali Dakar em janeiro deste ano no Peru.
 
Alonso cumpriu o primeiro de dois dias de testes na última quarta-feira (27), e a Toyota divulgou, na manhã do dia seguinte, um vídeo com os melhores momentos e os bastidores da sessão que teve o espanhol como protagonista. Foi o primeiro contato de Fernando com um carro do Rali Dakar neste novo horizonte que se abre ao piloto como possibilidade já para 2020.
 
A sessão teve primeiramente Giniel de Villiers, campeão do Dakar de 2009 pela Volkswagen e piloto da Toyota de longa data, como instrutor de Alonso. O sul-africano assumiu o volante do carro para que o espanhol pudesse ter as primeiras impressões antes de guiar o Hilux nas dunas do deserto de Kalahari.

 
Em seguida, foi a vez de Fernando assumir o controle do carro. E, a julgar pelas palavras do asturiano, foi uma primeira experiência bastante proveitosa.
 
“Me senti diferente. É interessante. Correu tudo bem, sobretudo para entender o quanto se pode aceitar o carro. O carro aceita mais castigos em relação aos quais estou acostumado porque você pega muitas pedras, muitas rochas. Você salta, e o carro responde a tudo muito bem, e isso foi o mais diferente”, descreveu.
 
“Ainda é difícil adivinhar o quão profundas são as valas e a quanta velocidade você pode ter para abordá-las, mas o carro é incrível. Tem muita aderência, muito bom equilíbrio, boa potência e boa frenagem também. Tudo é impressionante, de modo que estou muito feliz”, contou.
 
Por enquanto, Alonso freia as esperanças sobre uma possível participação no Dakar, destacando o valor dos pilotos capazes de enfrentar os desafios do deserto no maior rali do mundo.
 
“Acompanhei o Dakar nos dois últimos anos e, obviamente, temos em Carlos Sainz, um grande nome da Espanha”, ressaltou Alonso, fazendo menção ao bicampeão do Dakar e ídolo local. “Desde que me uni à Toyota para o WEC, estive muito próximo dos meus amigos do WRC e também do Dakar. É uma boa oportunidade”, disse.
 
“Dou muito valor a todos esses pilotos. Acho essa categoria dos esportes a motor uma das mais complicadas porque você tem de lutar contra coisas que não estão no seu controle. Não é em um ambiente fechado como um circuito, de modo que você está num espaço aberto e onde tudo pode acontecer, e você tem de se adaptar. O Dakar é a corrida mais difícil do mundo, e ninguém te chama por mera casualidade”, complementou.