Cimed sofre por mudança de bolha, mas já vê evolução e espera vencer em Curitiba ponto fraco: ritmo de classificação

Bicampeã da Stock Car, Cimed aponta mudança de bolha para queda de rendimento em 2017, mas já começa a ver evolução, mas ainda precisa resolver ponto fraco: ritmo de classificação. Equipe também busca virada no campeonato em Corrida do Milhão neste fim de semana

google_ad_client = “ca-pub-6830925722933424”;
google_ad_slot = “2258117790”;
google_ad_width = 300;
google_ad_height = 600;

A Cimed se tornou nos últimos anos algo muito próximo do que a Mercedes fez na F1, tomadas as devidas proporções, claro. Mas a verdade é que a equipe se pôs forte no campeonato, aproveitando bem as mudanças de regulamento e tirando proveito de uma bolha Peugeot eficaz do ponto de vista da aerodinâmica. Além disso, o time chefiado por William Lube encontrou em Marcos Gomes e no prodígio Felipe Fraga uma dupla das mais competitivas. Os dois rapidamente se adaptaram à competente estrutura montada pelo time de propriedade do empresário João Adibe e ratificaram o talento com dois títulos em sequência. Gomes conquistou a taça em 2015, enquanto Fraga se tornou o mais jovem campeão da Stock Car no ano passado.

 
Mas o time queria mais. Com a saída da Red Bull da categoria nacional no fim de 2016, Cacá Bueno decidiu também mudar de ares e passou a integrar a esquadra de Lube, que ampliou sua operação trazendo Denis Navarro. São quatro carros agora na garagem. Mas a expectativa de um novo domínio não se concretizou – ainda. E a razão é até simples vista de fora.
 
A mudança de bolha afetou de maneira decisiva a competitividade da Cimed, de acordo com seus pilotos. A desistência da marca francesa obrigou a equipe bicampeã a andar com a Chevrolet neste ano – a empresa da gravatinha agora comanda o campeonato. E a adaptação à nova configuração não vem sendo fácil para o time, que ainda sofre para encontrar um bom acerto aerodinâmico e ritmo de classificação. 
Com nova estrutura para 2017, a Cimed vem com quatro carros e conta com a bolha da Chevrolet (Foto: Bruno Terena/RF1)
Ao ser questionado pelo GRANDE PRÊMIO sobre a temporada difícil da Cimed em 2017, Cacá Bueno foi categórico. E disse que a queda de rendimento se deveu “fundamentalmente à mudança de bolha”. 
 
“Não que a bolha da Peugeot fosse melhor ou pior que a da Chevrolet. Mas a questão é que a equipe passou dois anos trabalhando em cima de um acerto para a aerodinâmica que a Peugeot fornecia. A questão da resistência aerodinâmica e do downforce que a Peugeot tinha era o que os levava a usar um tipo de configuração. E quem trabalhava com Chevrolet – e tem muita gente competente em cima disso – também se dedicou mais fortemente a esse acerto. E acho que essa mudança surpreendeu um pouco a equipe. Mas nós sabíamos que seria diferente”, explicou o pentacampeão, que aparece apenas na nona posição da tabela de pontos e com só um pódio até o momento.
 
“Os acertos originais, que vinham sendo usados nos últimos dois anos, acabaram não funcionando. Nós tivemos um fim de semana extremamente complicado em Goiânia. Depois nós fomos para o Velopark, que é uma pista de velocidade mais baixa e onde a aerodinâmica não conta muito, então os resultados foram muito bons, mas depois voltamos para pistas onde a aerodinâmica funciona bem, especialmente Cascavel, e aí a gente teve mais dificuldades”, disse.
 
Atual campeão, Fraga também compartilhou da opinião do companheiro de equipe. "Estou com um novo engenheiro, mas estou me dando bem com ele, a equipe continua a mesma. Com dois carros a mais, a gente tem mais informação, mas a mudança da ‘bolha’ prejudicou um pouco a nossa equipe [mudança de Peugeot para Chevrolet]", contou.
Felipe Fraga destacou as dificuldades da Cimed com a bolha da Cimed (Foto: Bruno Terena/RF1)
"Mas é uma categoria muito difícil, sempre quem ganha já começa o ano tão bem, e a gente não começou tão bem", completou Felipe, que já venceu neste ano, mas segue longe da ponta da tabela de pontuação.
 
Marcos Gomes também apontou o fator aerodinâmico como uma questão decisiva para as dificuldades da Cimed. “Havia uma diferença muito grande com relação aos carros da Chevrolet, especialmente em termos de aerodinâmica. Mas nós estamos evoluindo a cada prova. Nós até conseguimos chegar bem em corrida, mas estamos começando um pouco atrás”, falou o paulista.
 
 
A virada curitibana 
 
Mas o trio já vê passos adiante com relação ao problemático acerto aerodinâmico e ritmo de corrida. Embora ainda entendam que o ponto fraco no momento tem sido a posição de largada, os três pilotos buscam em Curitiba, palco da Corrida do Milhão neste fim de semana, a virada no campeonato. “Nós estamos trabalhando muito nisso e acho que estamos cada vez melhor. Mesmo que o resultado final de Cascavel não tenha sido bom, eu tomei um décimo da pole lá no Q2. Em Goiânia, tinha sido 0s8. Quer dizer, a gente está evoluindo e se aproximando do pelotão da frente. Acredito que aqui em Curitiba estamos ainda mais perto”, disse Cacá ao GRANDE PRÊMIO.
 
“Hoje a gente não tem o melhor carro do grid, mas estamos nos aproximando. A intenção é continuar com essa evolução. Acho que, se a gente começar a recuperar pontos a partir de agora e continuar com essa evolução, quem sabe o que pode acontecer nas últimas provas do ano, e aí acho que poderemos brigar pelo título. Por isso, Curitiba é um ponto chave, mas ainda vejo um pouco de dificuldade para a gente classificar, mas acho que melhoramos muito em ritmo de corrida”, emendou.
 

google_ad_client = “ca-pub-6830925722933424”;
google_ad_slot = “5708856992”;
google_ad_width = 336;
google_ad_height = 280;

“Também evoluímos em velocidade de reta, mas ainda falta um pouco de uma coisa que é fundamental na Stock Car, que é larga na frente. Nós temos de largar mais à frente. Por enquanto, é só isso que está faltando”, acrescentou Bueno.

 
“Esse ano não está encaixando para a gente, mas ainda não é o fim. Curitiba é o famoso ‘vai ou racha’. Ou a gente melhora aqui ou renasce ou vai ficar para o ano que vem a disputa pelo campeonato. Mas não vamos desistir, vamos para cima”, finalizou Fraga.
 
O GRANDE PRÊMIO cobre ‘in loco’ a Corrida do Milhão em Curitiba com a jornalista Evelyn Guimarães.
POLÊMICA MOSTRA QUE VETTEL PISOU NA BOLA E HAMILTON FOI MALANDRO EM BAKU

.embed-container { position: relative; padding-bottom: 56.25%; height:
0; overflow: hidden; max-width: 100%; } .embed-container iframe, .embed-container object, .embed-container embed { position: absolute;
top: 0; left: 0; width: 100%; height: 100%; }

GOSTA DO CONTEÚDO DO GRANDE PRÊMIO?

Você que acompanha nosso trabalho sabe que temos uma equipe grande que produz conteúdo diário e pensa em inovações constantemente. Mesmo durante os tempos de pandemia, nossa preocupação era levar a você atrações novas. Foi assim que criamos uma série de programas em vídeo, ao vivo e inéditos, para se juntar a notícias em primeira-mão, reportagens especiais, seções exclusivas, análises e comentários de especialistas.

Nosso jornalismo sempre foi independente. E precisamos do seu apoio para seguirmos em frente e oferecer o que temos de melhor: nossa credibilidade e qualidade. Seja qual o valor, tenha certeza: é muito importante. Nós retribuímos com benefícios e experiências exclusivas.

Assim, faça parte do GP: você pode apoiar sendo assinante ou tornar-se membro da GPTV, nosso canal no YouTube