Fraga quer vencer em Interlagos, mas vê título “meio tranquilo” para Serra

Felipe Fraga ainda tem chances de ser campeão, mas ele próprio considera que será uma certa injustiça se acontecer tudo que é necessário para ser campeão. O motivo é a pontuação dobrada da Super Final de Interlagos, na qual larga na terceira colocação. O objetivo dele é vencer a prova, sem muitas contas de campeonato

A temporada 2019 da Stock Car chega ao fim no domingo com a etapa Super Final, em Interlagos. Um dos postulantes ao título, Felipe Fraga larga na terceira colocação – Thiago Camilo, em segundo, é o mais bem colocado entre os que estão em condições de levantar o caneco. Mas a situação de Felipe é complicada e, sabendo disso, o piloto está preocupado apenas com aquilo que cabe a ele: neste caso, vencer a corrida. 
 
Após um fim de semana que começou com rendimento não tão bom nos treinos livres, Fraga saiu animado com o terceiro lugar, especialmente uma vez que foi para a pista cheio de combustível. O objetivo é vencer a prova, embora um pódio também seja positivo. Mas sem matemática. 
 
"Acho que estamos com um a estratégia boa pensando na corrida, mas acredito que o Thiago Camilo esteja parecido, então a disputa é mais com ele. Creio que o Marcos Gomes está mais leve, alguns carros estão mais leves, então vão perder muito tempo no pit-stop. Mas estou muito feliz, o objetivo amanhã é terminar no pódio e acabar o ano bem. Se der para ganhar a corrida, ótimo, lindo, vai ser perfeito e depois vemos o que vai acontecer. O Daniel larga em sétimo, o Ricardo Maurício em 13º, então está até meio tranquilo para o Daniel. Acho que se ele não se envolver em algum problema nas primeiras voltas vai ser meio tranquilo", falou ao GRANDE PRÊMIO
 
"No fim, estou feliz porque nos treinos as coisas pareciam um pouco ruins, mas conseguimos fazer um terceiro lugar e o carro está bom", seguiu.
Felipe Fraga (Foto: Cauê Moalli/Grande Prêmio)
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Na realidade, Fraga acredita que o malabarismo de resultados que faria com que fosse campeão – precisa vencer e ver Daniel Serra chegar no máximo em 17°, Camilo em quinto e Maurício em terceiro, ou ser segundo se Serra zerar, Camilo ficar no máximo em sétimo e, Maurício, em quarto – não seria justo com quem está mais acima. A pontuação dobrada da Super Final, enfim, não parece justa para ele.

 
"É muito difícil acontecer, nem acho que seria tão justo com quem lidera o campeonato. Não acho que seja tão justa essa pontuação dupla, fica uma coisa fora da realidade, apesar de dar chances. Farei a mesma coisa que nas últimas quatro ou cinco corridas: a minha corrida. Quero representar minha equipe, que fez um carro bom novamente. Não tem nenhuma pressão, nem ansiedade, nada, vou correr como se fosse mais uma. Se eu ganhar e tiver muita sorte, fazer o quê? Quando o Hamilton foi campeão em cima do Massa, faltou uma posição: o negócio que estava fácil, acabou quase dando errado. Em 2016, quando eu fui campeão, estava ganhando a corrida, parei no pit-stop, fizemos a estratégia errada e quase perdemos o campeonato por causa de um erro", lembrou. 
 
"Durante o ano, fomos bem, acho que alguns detalhes e um grande azar – foi aquele motor quebrado em Santa Cruz do Sul, custou muitos pontos – e um grande erro de estratégia no Velo Città. Mas não adianta chorar o leite derramado, então espero que a gente possa terminar bem. A vitória seria perfeita, mas um pódio me faria ir feliz para casa", comentou.

A decisão da Stock Car será em Interlagos, no dia 15 de dezembro, com corrida única, mas de pontuação dobrada, e terá cobertura completa do GRANDE PRÊMIO ‘in loco’ com os repórteres Felipe Noronha, Pedro Henrique Marum, Juliana Tesser e Cauê Moalli.
 

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