Shell conquista dois top-10 em Cascavel, mas Zonta lamenta corrida “difícil”

A Shell quase conseguiu colocar os quatro carros no top-10 da primeira corrida do fim de semana em Cascavel. Átila Abreu e Ricardo Zonta conseguiram, mas Galid Osman bateu na trave e Gaetano di Mauro abandonou nas voltas finais

Na briga pelo título, Ricardo Zonta terminou a primeira corrida do fim de semana da Stock Car em Cascavel na nona posição. Utilizando 25 kg de lastro, o piloto paranaense patrocinado pela Shell precisou fazer uma prova de recuperação neste sábado (3), encarando o forte calor no circuito e a ameaça de chuva.

A primeira volta teve um incidente envolvendo diversos carros e causou a entrada do safety-car em Cascavel. Todos os pilotos da Shell conseguiram escapar do acidente, principalmente aqueles que largavam no meio do pelotão, como foi o caso de Zonta – o 13º no grid.

“Foi difícil. Trabalhamos bastante na corrida tentando ganhar algumas posições, porque a largada foi muito ruim. Eu me posicionei com reflexo no carro da frente. Ele acelerou e freou, tive de frear, e apagou a luz. Todo mundo de trás me ultrapassou, devo ter ficado em 20º, por aí. Também teve muita batida, tentei me posicionar onde não batesse”, disse o vencedor de duas etapas da Stock Car em 2020.

“Depois, o carro começou a perder muito a traseira, perder totalmente o balanço da traseira, quase saí na curva 1 do nada. Aí só trouxe para terminar. É um nono lugar, difícil falar sobre o campeonato, porque esse peso está arruinando muito a corrida dos líderes, e em pistas como Londrina e Cascavel, se sente muito esse peso a mais. Mesmo de 25 kg para 15 kg, não vai ser aquela melhora que esperávamos para brigar pela vitória. Vamos trabalhar para isso, tem mais uma etapa amanhã, vamos para lá”, completou.

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Átila Abreu foi o sexto colocado na primeira prova do fim de semana em Cascavel (Foto: José Mário Dias/Shell)

Largando em 17º, Átila Abreu teve melhor sorte e terminou a corrida na sexta posição. Dois incidentes separados no fim da prova fizeram com que ele ganhasse posições e terminasse no top-10.

“Foi uma corrida melhor do que esperávamos, até porque em nenhum momento do treino tínhamos mostrado velocidade. Largar em 17º e chegar em sexto foi um bom resultado para o campeonato. É óbvio que precisamos melhorar, em corrida estamos um pouquinho melhor do que na classificação, mas temos um desgaste excessivo de pneus”, declarou.

“A estratégia de box foi boa, a parada foi boa e ajudou a me colocar na frente. Consegui trazer o carro para casa, escapando dos acidentes e fazendo um bom ritmo de voltas na janela, ganhei algumas posições durante o pit. Um bom resultado, mas nosso carro tem algum problema. Desde o treino, no qual dei uma escapada na terra, o carro começou a ter um comportamento estranho. Não sabemos, checamos e não vimos nada. Vamos trabalhar para ver se é amortecedor e é algo mais para amanhã”, acrescentou.

Galid Osman quase conseguiu o top-10 em Cascavel, mas terminou em 11º (Foto: José Mário Dias/Shell)

Galid Osman andou bem também e terminou a primeira corrida do fim de semana na 11ª posição, somando alguns pontos importantes para o campeonato.

“Conseguimos fazer alguns pontinhos. Nosso carro ainda precisa melhorar em classificação, ainda precisamos entender por que estamos largando tão atrás depois de um início de ano no qual largávamos bem. Vamos trabalhar para a corrida de amanhã, e vamos nos preparar para uma boa classificação, o que vem sendo o principal problema nos fins de semana”, disse Osman.

Gaetano di Mauro teve um furo no pneu nas voltas finais e abandonou, perdendo a chance de chegar no top-10 (Foto: José Mário Dias/Shell)

Gaetano di Mauro foi o mais azarado do quarteto da Shell. O piloto da Volgel Motorsports andava entre os primeiros colocados desde os treinos livres, mas um problema no pneu a poucas voltas do fim o fez abandonar em Cascavel.

“O top-5 era uma realidade. Eu me posicionei muito bem na largada, estava com muita dificuldade para enxergar porque meu parabrisa ficou cheio de óleo. Quando começou a pingar, espalhou todo o óleo no meu vidro. Toda vez que passava onde estava sol, o vidro brilhava e eu não sabia onde estava. Eu me guiava pelos outros pilotos. Tínhamos um ritmo muito forte, uma pena ter furado o pneu. Temos de entender se foi um furo por algum acerto ou um furo de alguma peça que pegou. Mas vamos trabalhar mais para buscar melhorar para a próxima corrida”, disse o chateado piloto após a prova.

A Stock Car volta às pistas já no domingo (4), com a sexta etapa – e rodada dupla – na mesma Cascavel. As corridas estão marcadas para 11h15 e 12h10 (de Brasília). O GRANDE PRÊMIO faz cobertura completa.

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