Zonta se preocupa com avanço da Chevrolet na reta final da temporada: “Evoluiu bastante”

Das seis últimas corridas do campeonato, a Chevrolet venceu quatro vezes, contra duas da Toyota na Stock Car. Ricardo Zonta, vice-líder da temporada e um dos oito pilotos que guia pela marca japonesa, entende que o avanço da montadora da gravatinha pode ser ainda maior em Goiânia e Interlagos, palco da grande final de 2020 em 13 de dezembro

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A temporada 2020 da Stock Car tem sido marcada pela adoção da nova geração de carros e também pela entrada no grid da Toyota, tornando novamente a principal categoria do automobilismo nacional multimarcas. A montadora japonesa, com seu Corolla, passou a medir forças com a Chevrolet, presente na Stock Car desde o ano da sua inauguração, em 1979, na era do lendário Opala, e rivaliza atualmente com a nova versão do Cruze. No começo do campeonato, o domínio foi todo da Toyota, com cinco vitórias seguidas nas seis primeiras provas do ano: Ricardo Zonta, duas vezes; Rubens Barrichello, Nelsinho Piquet e Rafael Suzuki foram os vencedores, contra um triunfo de Ricardo Maurício, da marca americana. Agora, contudo, já na reta final da disputa deste ano, é a Chevrolet quem mostra mais força.

Nas últimas seis corridas, pilotos que aceleram os modelos Cruze venceram quatro provas: Daniel Serra em Cascavel, Júlio Campos e Diego Nunes no Velocitta e Gabriel Casagrande em Curitiba. O domínio só não foi mais amplo porque Thiago Camilo triunfou nas duas primeiras corridas da rodada tripla de Curitiba.

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Ricardo Zonta volta a Goiânia, onde venceu a primeira corrida da temporada (Foto: José Mario Dias/Shell)

Um dos fatores que contribuíram para que a Chevrolet pudesse recuperar força e estar ao mesmo nível da Toyota foi a liberação de dois pacotes de atualizações aerodinâmicas no Cruze, o que, de fato, equilibrou um pouco mais o cenário atual da atual temporada. Entretanto, os Corolla são ainda bem mais fortes em ritmo de classificação, e é possível medir isso pelas poles obtidas ao longo da temporada: dentre os treinos classificatórios já realizados no ano, somente uma vez a pole ficou com um Chevrolet, guiado por Diego Nunes, da Blau.

Na classificação do campeonato, ainda sem a aplicação da regra dos descartes dos três piores resultados da temporada, dentre os cinco primeiros três correm com Toyota Corolla — Camilo, Zonta e Barrichello — e Maurício e Serra, quarto e quinto colocados, respectivamente, com Chevrolet Cruze. Companheiro de equipe de Camilo, César Ramos, empatado em pontos com Serra, com 190, aparece em sexto.

Vencedor de duas importantes corridas na temporada, a prova de abertura do campeonato, ainda no mês de julho em Goiânia, e a Corrida do Milhão, em Interlagos, Zonta entende que toda aquela vantagem demonstrada pela Toyota não existe mais. O fato é que o crescimento da Chevrolet preocupa o piloto da Shell/RCM justamente porque tal evolução vem num momento crucial e de definição do título.

“Com certeza, a Chevrolet evoluiu bastante porque eles liberaram dois pacotes de atualização de performance para o carro, e as principais pistas que eu acredito que terão mais diferença são Goiânia e Interlagos, pois o carro é mais baixo que o Toyota, e isso faz com que ele ganhe muito de reta”, explicou o curitibano em entrevista ao GRANDE PRÊMIO.

“E também já deu para perceber que, na pista, na última corrida em Curitiba, o Chevrolet já era mais rápido de reta. Então, em Goiânia, é capaz de ser mais rápido ainda. Isso me preocupa, já que tem vários carros da Chevrolet que não carregam lastro de sucesso”, complementou o dono do Toyota Corolla #10.

Mesmo tendo enfrentado algumas jornadas complicadas ao longo do campeonato — em Londrina, por exemplo, Zonta ficou as duas corridas fora do top-10 —, o piloto conseguiu se manter sempre entre os protagonistas ao somar pontos importantes. Entretanto, o experiente piloto da Shell/RCM sabe que é preciso voltar a pontuar bem, e Goiânia, onde tem excelente retrospecto, é o palco ideal para ganhar o impulso necessário antes da grande final, em Interlagos, em 13 de dezembro.

Ricardo Zonta pode chegar pela primeira vez à decisão da Stock Car como candidato ao título (Foto: José Mário Dias/Shell)

“Tivemos três ou quatro etapas, Londrina, Cascavel, Velocitta e também Curitiba, que foram as pistas mais difíceis para o meu carro porque não conseguimos um ajuste adequado para as ondulações das pistas, principalmente Londrina, onde deixei de marcar vários pontos, mas a constância foi importante para eu me manter como vice-líder do campeonato”, disse.

“Agora voltando para Goiânia e Interlagos [as duas pistas onde Zonta venceu em 2020], acredito que esse é o momento que temos de trabalhar para buscarmos pontuações altas para nos mantermos entre os dois primeiros e chegarmos em Interlagos com grandes chances de título”, complementou.

Zonta está alerta para a evolução não somente da Chevrolet — que tem em Maurício e Serra dois postulantes ao título —, mas também está atento para o crescimento ao longo da temporada obtido por Camilo, único piloto acima de Zonta na classificação do campeonato.

“O carro dele também é Toyota, mas se for pensar que a evolução que eles tiveram nessas pistas em que tivemos problemas e eles estavam muito bem, principalmente o Thiago, e sempre andando leve. Só em Curitiba, na corrida de domingo, que ele teve o lastro no carro e, mesmo assim, conseguiu ter boa performance”, salientou.

“Agora temos de trabalhar para chegar na mesma velocidade que está o carro do Thiago Camilo. O César Ramos também continua na mesma velocidade. Sabemos que ele teve alguns problemas em Curitiba, mas a velocidade do carro dele também é muito boa”, complementou.

A Stock Car acelera neste fim de semana com a disputa da rodada tripla de Goiânia, que vai definir os postulantes ao título da Stock Car 2020 na Grande Final, em Interlagos. Tudo com cobertura do GRANDE PRÊMIO.

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