F1
13/07/2018 07:54

Renault estreia asa dianteira na Alemanha e espera se aproximar de Ferrari e Red Bull: “É nosso objetivo”

Consolidada na quarta posição, com 19 pontos de vantagem para a Haas, a Renault levará uma nova asa dianteira para Hockenheim e espera mais do que apenas manter a diferença para a equipe americana: se aproximar das três grandes equipes do grid
Warm Up / Redação GP, de São Paulo
 Nico Hülkenberg (Foto: Renault)

O GP da Alemanha, próxima etapa do calendário, vai marcar as novas atualizações no carro da Renault. O RS18 vai ter um novo conceito de asa dianteira a partir da prova alemã e espera trazer não apenas uma equiparação com a Haas, rival direta dos franceses na temporada, mas uma diminuição da diferença para os três times ponteiros no campeonato - Mercedes, Ferrari e Red Bull.
 
Depois de sair da Inglaterra, no último domingo (8), ainda com a posição de quarta melhor equipe do grid, a Renault une esforços para que a posição se mantenha até o fim da temporada diante da Haas. Desde a última atualização de seu motor Ferrari, a equipe americana tem se mostrado com um ritmo forte e um bom desempenho aerodinâmico, o que tem ameaçado a esquadra de fábrica francesa. Atualmente, a Renault tem 70 pontos no Mundial de Construtores, 19 a mais que a escuderia de Kannapolis. 
 
Entretanto, o diretor-técnico de chassi da Renault, Nick Chester, afirmou que tem esperanças de que a novidade para Hockenheim melhore a performance do carro e ressaltou que a mudança está focada em curvas de média e alta velocidade, em particular. 
o objetivo da Renault é, também, diminuir a diferença para as três primeiras colocadas (Foto: Renault)
"Só tem uma característica um pouco diferente, por isso vai mudar um pouco o viés entre a entrada nas curvas e nas curvas de velocidade média contra as de alta velocidade. É um teste interessante para nós. Espero que traga um pouco de desempenho para o carro, mas muitas vezes quando você está mudando as características da asa dianteira, você não consegue ter certeza até que você o teste", disse em entrevista ao site ‘Autosport’.
 
O diretor-técnico também sugeriu que essa poderia ser a última grande atualização da asa dianteira no ano. A partir do segundo semestre, a equipe muda o foco do desenvolvimento para se adaptar às novas regras aerodinâmicas estabelecidas para 2019. 
 
"Só por causa do tempo de espera. Digamos que queríamos fazer outra asa dianteira no túnel, no tempo em que desenvolvemos e passamos o tempo projetando, construindo, já seria muito tarde no ano. Pode haver mais alguns ajustes, mas provavelmente ajustes em vez de uma nova asa dianteira", adicionou.
 
Carlos Sainz retomou o ponto de que, mais que manter a vantagem para a Haas, o objetivo da atualização é fechar a distância de performance que a Renault encontra hoje em relação às três primeiras colocadas. 
 
"Temos algumas coisas chegando que devem nos deixar mais próximos da Haas, mas, em última análise, o top-3 ainda é, de fato, o nosso alvo. Haas tem sido uma surpresa, mas o objetivo da Renault parece estar um pouco mais à frente: tentar chegar mais perto de Red Bull e Ferrari”, explicou o espanhol.
 
Nico Hülkemberg, companheiro de equipe de Sainz, também acredita que a nova asa dianteira pode colocar o time em bons cenários, principalmente nas próximas duas etapas, nos circuitos de Hockenheim e Hungaroring. Segundo o piloto, as pistas devem fornecer melhores condições para os motores Renault e assim permitir que se possa fazer uma avaliação da performance aerodinâmica da mudança que será introduzida, se comparada com o ritmo em Paul Ricard, Red Bull Ring e Silverstone.
 
"Ainda temos um bom pacote. Ainda temos algumas coisas no caminho que serão lançadas nos próximos fins de semana. Temos circuitos próximos que se vão se encaixar melhor para nós do que para eles [Haas]. Essas três pistas, esses circuitos, eram realmente feitos sob medida para o carro deles”, declarou Hülkemberg.
 
"Temos um bom grupo de pessoas. Acho que, no geral, vejo que somos um pacote melhor, mais forte, mas temos que provar isso e fazer o trabalho", encerrou.