Rali
18/01/2018 16:46 - Atualizada 18/01/2018 19:39

Al-Attiyah vence duelo com Peterhansel em San Juan. Sainz enfrenta problemas, mas segue líder do Dakar

Na especial mais longa e mais disputada do Dakar nos carros, nada menos que quatro pilotos ocuparam a liderança entre Chilecito e San Juan: Orlando Terranova, Bernhard Ten Brinke, Nasser Al-Attiyah e Stéphane Peterhansel. No fim das contas, vitória do bicampeão do maior rali do mundo. Mesmo com problemas, Carlos Sainz segue firme rumo ao seu segundo título no Dakar. ‘El Matador’ finalizou 16min05s atrás de Peterhansel
Warm Up / Redação GP, de Sumaré
 Carlos Sainz (Foto: Red Bull Content Pool)

12ª ETAPA | 18 de janeiro
Fiambalá (ARG) - San Juan (ARG)
Trecho cronometrado: 522 km
Percurso total: 791 km


A 12ª e antepenúltima especial da 40ª edição do Rali Dakar, entre Fiambalá e San Juan, foi a mais longa da prova para carros, caminhões e SxS, com 522 km de trecho cronometrado. E o percurso também reservou uma grande disputa pela vitória e também alguns problemas para a dupla líder no geral, formada por Carlos Sainz e Lucas Cruz. Contudo, mesmo depois de ter enfrentado problemas no câmbio e um furo no pneu, ‘El Matador’, nono colocado na especial, segue com vantagem confortável e com apenas dois dias para a chegada na meta final em Córdoba. Na especial, vitória, pela terceira vez no Dakar 2018, para Nasser Al-Attiyah e Matthieu Baumel.
 
A especial, onde pilotos e navegadores deixaram as temidas dunas de Fiambalá, foi desafiador em termos de navegação, além do longo percurso em si, que exigiu muito dos competidores e também das máquinas em razão do forte calor antes da chegada a San Juan para uma etapa que compreendeu um percurso total de 791 km, travessia que só não é mais longa que a desta sexta-feira, de nada menos que 927 km de percurso total para carros, SxS e caminhões.
Nas dunas de Fiambalá a San Juan, Nasser Al-Attiyah venceu novamente (Foto: Marcelo Maragni/Red Bull Content Pool)
Quatro pilotos se alternaram na liderança da especial. No começo, Orlando Terranova despontou com chances reais de levar a Mini X-Raid ao topo da especial, mas logo foi superado pelo holandês Bernhard Ten Brinke, que faz um excelente rali. Porém, nos waypoints finais, o piloto da Toyota foi superado pelo seu companheiro de equipe, Al-Attiyah, até que o ‘Monsieur Dakar’ Stéphane Peterhansel o passou. Mas no fim, o catariano retomou a ponta e terminou a especial como o mais rápido.
 
Nasser completou a etapa em 5h49min57s e foi 2min03s mais rápido que Peterhansel após 12 waypoints. No fim, Giniel de Villiers, também com Toyota Hilux, apareceu para superar Orly Terranova e Ten Brinke para se colocar na terceira posição no geral, com 4min33s de atraso para Al-Attiyah. Mikko Hirvonen, que fez uma boa especial, levou outro Mini X-Raid à sexta colocação.
 
Aí apareceu outro Mini, o do polonês Jakub Przygonski, para concluir a especial na sétima posição, com 14min51s de atraso. 'Kuba' foi seguido por Khalid Al-Qassimi, com seu Peugeot 3008 DKR privado, oitavo colocado na etapa. E então chegou o líder do Dakar no geral. Sainz cruzou a zona de meta no caminho para San Juan a 18min07s de Al-Attiyah e 16min04s atrás de Peterhansel, que cortou uma diferença razoável.

Porém, nada capaz de ameaçar a dianteira de ‘El Matador’, em que pese a série de problemas ao longo da especial. O espanhol foi seguido pelo seu companheiro de Peugeot, Cyril Despres, e pelo argentino Lucio Alvarez.
 

Restando apenas dois dias de prova, Sainz tem tempo total de prova em 42h24min31s, 44min41s de frente para Peterhansel e Jean-Paul Cottret. Al-Attiyah, ao lado do navegador francês Matthieu Baumel, mantém o terceiro lugar, com 1h05min55s de atraso para os líderes da competição. Ten Brinke e Michel Perin se seguram em quarto luar, enquanto Giniel de Villiers e o inseparável navegador alemão Dirk Von Zitzewitz fecham o top-5, formado por dois Peugeot e três Toyota Hilux.


Nikolaev recupera liderança dos caminhões no Dakar. Por apenas 1s
 
Até a nona especial do Rali Dakar, Eduard Nikolaev parecia ter a vida tranquila e com o caminho fácil para conquistar o tricampeonato. Mas jamais dá para subestimar as surpresas e armadilhas do maior rali do mundo. Nas duas últimas etapas, Federico ‘Coyote’ Villagra não só reduziu, como descontou a diferença, e mesmo com a punição sofrida após a especial da última quarta, a tripulação da Iveco liderada pelo argentino assumiu a liderança na classificação geral.
 
Mas a incrível prova dos campeões teve nova reviravolta nesta quinta-feira, restando apenas dois dias para o fim do Dakar 2018. Ton Van Genugten conquistou mais uma vitória em especial, a terceira consecutiva para a Iveco. A tripulação liderada pelo holandês concluiu a maior especial do rali em 7h02min36s. Foi uma disputa o tempo todo com o Tatra do tcheco Martin Kolomy, que no fim das contas terminou em segundo, com 4min11s de atraso.
Eduard Nikolaev voltou à liderança do Dakar. E de forma inacreditável, está 1s à frente de Villagra (Foto: Red Bull Content Pool)
Contudo, os holofotes mesmo ficaram todos voltados para Nikolaev e Villagra. A jornada não foi fácil para nenhum deles, mas no final o russo acabou por superar o rival argentino por apenas 1min08s. Depois de uma incrível recuperação, Nikolaev, que chegou a andar em 15º na especial, terminou numa grande terceira posição nos resultados provisórios, logo à frente de Villagra. Arthur Ardavichus, com o Iveco da equipe Astana, do Cazaquistão, completou a lista dos cinco mais rápidos da especial.
 
Na classificação geral, a diferença entre Nikolaev e Villagra, depois de 47h14min31s de prova para o líder, beira o inacreditável: apenas e tão somente 1s de vantagem para o russo. Siarhei Viazovich aparece em terceiro, mas muito atrás dos ponteiros, com um atraso de 3h26min14s para Eduard Nikolaev, novamente líder do Rali Dakar.
 
Nesta reta final, a disputa dos caminhões aparece como a mais imprevisível e emocionante do maior rali do mundo na sua 40ª edição.
 
A penúltima especial e, na prática, a etapa decisiva do Dakar, vai ser a mais longa em termos de percurso total, mas a especial terá ‘apenas’ 368 km para carros, caminhões e SxS. O desafio no trajeto até Córdoba vai ser novamente predominado pelas dunas, sobretudo no começo do dia, ainda em San Juan, onde os competidores vão passar por trechos de fesh-fesh, espécie de areia fina como talco antes da chegada à cidade-destino da 40ª edição do maior rali do mundo.