CEO da F1 admite discussões sobre grid invertido em sprints: “Abordado seriamente”

Diretor-executivo da Fórmula 1, Stefano Domenicali ressaltou desejo de testar coisas novas na categoria e reforçou que pretende aprofundar conversas sobre grid invertido em corridas sprint

CEO da Fórmula 1 e de contrato renovado para seguir no cargo até 2029, Stefano Domenicali voltou a mencionar a possibilidade de introduzir corridas sprint com grids invertidos em um futuro próximo. E o dirigente não tratou a ideia de forma leviana, mostrando-se aberto à possibilidade e falando em “conversa séria” com as equipes da categoria. Além disso, ventilou a chance de agregar uma programação ainda maior de provas curtas ao longo de um ano.

“Realmente acredito que podemos pensar em duas coisas, que precisaríamos discutir com pilotos, equipes e FIA. Elas são: podemos fazer mais corridas sprint no calendário? E essa é a categoria certa para se ter uma possibilidade de grid invertido, como fazemos na F2 e na F3? São pontos de discussão”, afirmou Domenicali em um podcast do portal inglês The Race.

A ideia do grid invertido sempre gerou repercussões negativas no paddock da Fórmula 1, seja entre pilotos ou equipes. Domenicali, porém, vê uma virada de chave neste sentido, com personagens mais abertos à discussão. Ao menos, o italiano assegurou que não tem medo de errar quando se trata de tentar coisas novas.

“Acho que estamos chegando a um ponto de maturidade em que esse assunto será abordado seriamente junto às equipes. As energias para progredirmos nessa direção estão definitivamente crescendo. Então, estou pronto para apresentar e discutir não apenas mais sprints, mas novos formatos e ideias”, pontuou.

Domenicali ressaltou vontade de testar coisas novas na F1 e ouvir fãs (Foto: AFP)

“Estamos abertos a isso. Porque acho que essa é a coisa certa: ouvir os fãs, tentar criar algo e não ter medo de cometer erros. Aquele que acredita em nunca cometer erros não faz nada novo”, filosofou.

Por fim, Domenicali garantiu que não enxerga mais a Fórmula 1 sem os finais de semana sprint. Essas etapas envolvem uma programação mais acelerada, com apenas um treino livre e duas classificações, além de duas corridas. Por outro lado, admitiu que ainda não pensa em ousar como a MotoGP e introduzir as provas curtas em todas as rodadas do calendário.

“Seja em que formato for, precisamos ter as corridas sprint. Elas representam o futuro”, afirmou Domenicali. “Não estou dizendo que não, mas acho que entre seis e 24 [corridas], temos alguns passos a dar no meio”, completou o CEO da F1.

Depois do GP da Hungria, a Fórmula 1 volta às pistas apenas após o recesso de verão, entre os dias 29 e 31 de agosto, para o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.

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