Chefe compara sucesso “único” da McLaren na F1 2025 a domínio de Schumacher na Ferrari
Andrea Stella, que trabalhou na Ferrari durante o período em que Michael Schumacher empilhou títulos por lá, afirmou que a McLaren apresentou um "ritmo de progresso até mais rápido" do que o do time de Maranello naquela época
Atual chefe de equipe da McLaren, Andrea Stella trabalhou na Ferrari exatamente na época em que Michael Schumacher engatou uma sequência dominante de cinco títulos consecutivos, entre 2000 e 2004. Desta forma, ainda que tenha lembrado que desempenhava “um papel muito diferente” na ocasião, o dirigente comparou o sucesso do time papaia com aquele que viveu na escuderia italiana.
Ao desembarcar em Maranello pouco antes da virada do milênio, inicialmente como membro da equipe de testes, passou a ser responsável pela área de performance do carro do alemão a partir de 2002. Nos anos seguintes, foi subindo alguns degraus na hierarquia e se tornou engenheiro de pista de Kimi Räikkönen e posteriormente de Fernando Alonso, antes de seguir com o espanhol para a esquadra inglesa em 2015.
Durante o fim de semana do GP da Hungria, Stella foi solicitado a destacar as diferenças que existem entre o momento da McLaren na Fórmula 1 e os tempos de glória de Schumacher com a Ferrari. Embora tenha afirmado que se encontra em uma posição completamente diferente, mostrou-se impressionado com o progresso visto dentro da casa atual.
“Eu estava em um papel muito diferente, então meu campo de visão, minha perspectiva, era muito diferente”, disse ao site Motorsport Week. “Mas se tivesse de destacar algumas características da jornada que está acontecendo aqui na McLaren, diria que a taxa de progresso que tivemos em poucos anos é, por si só, bastante única”, continuou.

“E, possivelmente, o ritmo de progresso foi até mais rápido do que o que experimentamos na Ferrari nos tempos de maior competitividade”, declarou Stella, que ainda enfatizou que a equipe laranja possui menos “superestrelas” do que a Ferrari tinha na época, já que contava com nomes como Rory Byrne, Ross Brawn e Jean Todt, por exemplo.
“A segunda é que não há superestrelas. É realmente uma jornada em equipe, e isso inclui até os pilotos. Então, diria que essas são as duas principais características que tornam essa jornada que estamos tendo na McLaren algo peculiar no momento”, encerrou.
A Fórmula 1 volta às pistas apenas após o recesso de verão, entre os dias 29 e 31 de agosto, para o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.
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