Russell defende Antonelli e cita melhora nas classificações: “Pessoas só olham resultado”
George Russell saiu em defesa do companheiro de equipe Andrea Kimi Antonelli e apontou para a decrescente margem entre ambos nas classificações
A Mercedes começou a temporada 2025 da Fórmula 1 com tudo e constantemente na briga pelo pódio. Porém, na parte final da primeira metade do ano, houve uma queda notória de performance e resultados que parece ter impactado de forma mais agressiva Andrea Kimi Antonelli. George Russell, porém, entende que o novato ainda está em evolução e não caiu tanto de rendimento quanto se fala no paddock.
Ao apontar para as classificações, Russell vê uma melhora por parte de Antonelli, que ficou mais próximo do #63 na definição do grid do GP da Bélgica quando comparado com o GP do Canadá, onde o novato, inclusive, subiu no pódio. Desde então, no entanto, somou apenas um ponto em quatro etapas.
A diferença é que, estando na parte de cima do grid, como aconteceu em Montreal, 0s1 significa apenas uma posição de diferença, como apontou Russell. Agora, como está mais próximo do pelotão intermediário, cada décimo é ainda mais valioso.
“A verdade é que a diferença de ritmo dele para mim não mudou. Acho que é isso que as pessoas não veem. No Canadá, fui o pole e ele se classificou em quarto, mas estava 0s6 atrás de mim. Na Bélgica, ele caiu no Q1 e eu fui até o Q3, mas ele estava apenas 0s3 atrás”, relembrou Russell em conversa com o portal britânico Motorsport.com.

“As pessoas olham só o resultado final, mas a verdade é que Kimi ainda está evoluindo, mesmo que nós, como equipe, tenhamos regredido. Só que agora está numa disputa em que 0s1 pode significar seis ou sete posições no grid, enquanto antes, nas posições em que estávamos brigando, 0s1 era mais ou menos uma posição. Kimi e eu apenas demos um passo para trás nessas últimas corridas”, explicou.
Apesar das dificuldades recentes, a Mercedes já admitiu que o foco na volta das férias de verão estará na temporada 2026, que introduz um novo regulamento técnico na Fórmula 1. Por isso, Russell também adotou esse discurso, abriu mão de 2025 e já comentou o que espera do próximo ano.
“Estamos indo para um conceito totalmente diferente no ano que vem, mas ainda é preciso que as pessoas se sintam criativas e confiantes consigo mesmas, e que as simulações e ferramentas estejam funcionando corretamente. No fim das contas, este é um esporte baseado em decisões e em pessoas, porque são as pessoas que criam as simulações e tudo mais — e precisamos que elas estejam na melhor condição possível”, comentou Russell.
“Claro que essa recente falta de desempenho não é o ideal, mas, na verdade, a realidade é que 95% da equipe já está focada em 2026. Então, esse grupo de pessoas não está naquele ciclo emocional que normalmente estaria”, concluiu.
A Fórmula 1 volta às pistas apenas após o recesso de verão, entre os dias 29 e 31 de agosto, para o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.
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