Sainz diminui duelo com Albon: “Estaria preocupado se não acompanhasse ritmo dele”
Carlos Sainz minimizou a perda no duelo interno para Alexander Albon e disse que estaria mais preocupado se andasse mais atrás do tailandês. O piloto do #55 ainda comentou que vê a Williams progredindo, mas que ainda há muito o que melhorar
Desde que se juntou à Williams, Carlos Sainz ainda não conseguiu se firmar e é constantemente superado por Alexander Albon. No entanto, o espanhol ressaltou que ficaria mais preocupado se a diferença de desempenho fosse maior. Ele também destacou que o time de Grove está progredindo, mas que ainda há muito trabalho a fazer.
“Gosto de ver o potencial porque sinto que também o tenho”, iniciou Sainz à revista norte-americana RACER. “Acho que ficaria mais preocupado se estivesse 0s3 ou 0s4 atrás do Alex todos os fins de semana e não conseguisse acompanhar o ritmo dele, e o visse chegando em sétimo, sexto ou quinto lugar, ganhando todos os pontos e eu apenas tendo dificuldades com o ritmo lá atrás”, seguiu.
“Mas o fato de que às vezes sou mais rápido, às vezes no mesmo décimo, às vezes 0s1 mais lento que Alex todos os fins de semana, faz com que eu saiba que posso obter os mesmos resultados – algumas vezes melhores, outras um pouco piores, mas nem perto da diferença em pontos e resultados que estamos obtendo nestas 12 corridas, por exemplo”, analisou.
A Williams é a quinta colocada no Mundial de Construtores e lidera a ‘F1 B’ com 70 pontos. Sainz contribuiu com apenas 14 tentos, enquanto Albon marcou 54. Em classificações, contando as sprints, o duelo é mais parelho: 10×7 a favor do tailandês.

“É uma sensação um pouco estranha, porque me sinto competitivo e rápido. Acredito que, quando faço uma volta com a Williams, ainda tenho muito potencial. Mas acho que maximizamos o fim de semana em uma ou duas ocasiões em 12 – o que, na minha proporção de um ano na F1, é muito pouco na minha experiência”, ressaltou.
Com passagens por Toro Rosso, Renault, McLaren e Ferrari antes de chegar à Williams, Sainz acredita que a experiência anterior é fundamental para o crescimento do time de Grove. “Apenas cheguei com algumas ideias que gosto e que posso escolher entre as quatro ou cinco equipes em que estive na Fórmula 1. E se eu tivesse de criar uma equipe dos sonhos, ou uma maneira ideal de como acho que uma equipe deve funcionar, a estrutura e como nos comunicamos, simplesmente diria isso ao James e ao alto comando: ‘Olha, acho que esses são os fundamentos de que precisamos em uma equipe de Fórmula 1 se quisermos ser campeões mundiais no futuro’”, destacou.
“Desde o início, procurei garantir que fôssemos um pouco mais disciplinados com o uso do simulador, especialmente com a correlação, para podermos aprender para o futuro. Tenho sido bastante rigoroso com o time nesse aspecto. Poderia listar várias coisas sobre as quais não quero falar. A equipe está fazendo muitos progressos em várias áreas, mas ainda há muito a ser feito”, salientou.
“A trajetória está mais ou menos onde esperava, ou até um pouco melhor. Acho que se no ano passado alguém tivesse me dito que nas classificações em Miami ou Ímola eu seria mais rápido que uma Mercedes e uma Ferrari, não teria acreditado”, admitiu.

“Ainda somos mais rápidos às vezes, quando eles erram. Temos nossas qualidades, parecendo quase estar no topo dos times do meio do pelotão e, às vezes, batendo à porta das quatro equipes da frente, mas sinto que ainda estamos nos primeiros 25% do percurso. E o próximo ano será muito importante”, encerrou Sainz.
A Fórmula 1 volta às pistas apenas após o recesso de verão, entre os dias 29 e 31 de agosto, para o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.
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