Russell fala sobre papel em discussões sobre segurança e vê F1 “mais unida que nunca”
George Russell atua como diretor da Associação de Pilotos de Grande Prêmio e recordou como acidentes de Billy Monger, Anthoine Hubert e Romain Grosjean o motivaram para lutar ativamente por mais segurança no automobilismo
George Russell está na metade de sua sétima temporada na Fórmula 1 e já se consolidou como nome importante dentro e fora das pistas. Além de ser o sucessor de Lewis Hamilton na Mercedes, também ganhou destaque como diretor da Associação de Pilotos de Grande Prêmio (GPDA), onde atua ativamente em pautas ligadas à segurança. O britânico recordou acidentes que o marcaram e reforçou a importância de seguir buscando evoluções. Também destacou a união dos pilotos para brigar por melhorias no esporte.
Russell passou a integrar a GPDA em 2021, quando ainda corria pela Williams, substituindo Romain Grosjean. Após a aposentadoria de Sebastian Vettel, ficou como único piloto em atividade no grupo até a entrada de Carlos Sainz neste ano. Ao lado do espanhol, do ex-piloto Alexander Wurz e da advogada Anastasia Fowle, tem se envolvido cada vez mais em debates fundamentais para o futuro da F1.
O piloto destacou, em entrevista à revista inglesa Autosport, que a segurança sempre esteve entre suas prioridades, motivado por acidentes que marcaram o automobilismo nos últimos anos, como os de Billy Monger, Anthoine Hubert e Romain Grosjean.
“Não busco deixar um legado, nunca foi essa a intenção. Mas, se vejo a oportunidade de melhorar algo, quero falar sobre isso, especialmente em relação à segurança das pistas ou dos carros. Fui companheiro de Billy Monger e tínhamos relação próxima. Depois vi ao vivo o acidente do Anthoine. Foi revoltante assistir“, recordou.

“Grosjean estava à minha frente, o ultrapassei e, no espelho, só vi chamas. Até hoje tenho essa imagem na cabeça. Poderia ter acontecido com qualquer um. É o risco que enfrentamos. E acho que foi por isso que quis me envolver mais nesse processo”, comentou.
Monger teve as duas pernas amputadas após uma batida com Patrik Pasma em prova da F4 Britânica em Donington Park, em 2017 — quando já não era mais companheiro de Russell. Hubert faleceu em 2019 após ser acertado pelo carro de Juan Manuel Correa na corrida da F2 em Spa-Francorchamps. Já Grosjean, escapou apenas com queimaduras de uma forte batida no Bahrein, onde sua Haas atravessou o guard-rail e se partiu ao meio, gerando uma grande explosão.
Russell avaliou ainda que a geração atual de pilotos se tornou mais unida, especialmente após as mudanças recentes que transformaram a F1.
“Como grupo, estamos mais unidos que nunca. Nesses sete anos de F1, sinto que compartilhamos visões parecidas sobre muitas coisas. A série da Netflix, a exposição maior, as mudanças técnicas de 2022 e os problemas do porpoising. Tudo isso trouxe pautas que passamos a enfrentar juntos“, concluiu.
A Fórmula 1 volta às pistas após o recesso de verão, entre os dias 29 e 31 de agosto, para o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.
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