F1 e FIA definem data de reunião para discutir se antecipam retorno dos motores V8

A Fórmula 1 e a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) vão se reunir na próxima quinta-feira (11), em Londres. A volta dos motores V8 ganhou força por conta do custo reduzido, além do peso

A reunião entre Fórmula 1 e Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para discutir a volta dos motores V8 à categoria já tem data para acontecer. As partes se encontrarão na próxima quinta-feira (11), em Londres, e a expectativa é que cheguem a um acordo principalmente quanto ao momento do retorno, uma vez que é desejo da entidade que regula o esporte que isso aconteça antes de 2030.

Os V8 ganharam força na recente discussão por oferecerem solução bastante atrativa comparados à próxima geração de unidades de potência. Válidas entre 2026 e 2030, as novas regras que entram em vigor daqui a alguns meses trazem motores com a parte elétrica ampliada em até 50% da força total — frente aos 20% atuais — e combustível será 100% sustentável. As alterações atraíram novos nomes ao grid, como AudiFord (em parceria com a Red Bull) e Cadillac, do grupo General Motors.

A questão, no entanto, é que há uma preocupação séria quanto à dificuldade de se chegar ao peso mínimo dos carros, que passará de 800 kg para 768 kg em 2026, com as baterias maiores, e é aí que o V8 entra, e com solução das mais atraentes, principalmente para equipes menores. A ideia é que esse motor de combustão interna de 2,4 litros funcione com combustível totalmente sustentável e com um Sistema de Recuperação de Energia Cinética (KERS) híbrido simplificado.

Se isso acontecer, o que teremos na F1 é um caminho contrário ao de 2026, já que o V8, sob tais condições, trará uma redução da contribuição elétrica para a potência total de 50% para cerca de 10%. Só que a remoção de baterias pesadas traria uma diminuição de até 65% nos custos de fabricação, além de unidades de potência 80 kg mais leves que as que serão introduzidas na F1 em 2026.

A Fórmula 1 vai discutir em Londres se volta com os motores V8 antes de 2030 (Foto: Williams)

Há, em contrapartida, importante senão: o tempo. Por mais que o novo conceito do motor V8 tenha ganhado apoio entre equipes e fabricantes, é visto como opção a longo prazo. O plano atual é que a próxima geração de motores fique na F1 até 2030, mas o presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Mohammed Ben Sulayem, deseja que tal mudança aconteça antes.

Este é um dos principais pontos que serão postos em pauta na reunião. Antecipar a chegada dos V8 ainda implicaria em mexer novamente nos regulamentos de chassis, por isso ainda há relutância. “Normalmente, um ciclo regulatório de motores dura cinco anos; veremos se poderá ser reduzido para quatro; é um tópico em discussão”, disse Stefano Domenicali, CEO da F1.

“Pessoalmente, concordo com a pressão da FIA. Temos a questão dos combustíveis sustentáveis ​​como foco principal, e a complexidade associada à eletrificação excessiva só leva a carros mais pesados, complexidade geral e tamanhos maiores: aspectos que não considero atraentes. Se mantivermos uma forma de hibridização e salvaguardarmos a sustentabilidade, graças à nova geração de combustíveis, a discussão sobre a possibilidade de avaliar um novo motor é, acredito, válida”, acrescentou.

“Os objetivos são reduzir os custos de gestão de equipe. Os combustíveis sustentáveis ​​e a hibridização continuarão alinhados às necessidades dos fabricantes, mas também queremos garantir que possamos ser o mais independentes possível caso ocorra outra crise no setor automotivo. Hoje, o automobilismo não depende do mundo automotivo; ele entrou em uma nova dimensão em termos estratégicos, e não podemos ser escravos de ninguém”, encerrou Domenicali.

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