Steiner explica escolha pela MotoGP e recusa às “várias propostas” na F1: “Queria algo novo”
Ex-chefe da Haas na Fórmula 1, Guenther Steiner explicou os motivos de ter decidido investir na MotoGP e deixar de lado as propostas que recebeu na principal categoria de monopostos
Líder do consórcio que comprou a Tech3 na MotoGP, Guenther Steiner revelou que recebeu algumas propostas para voltar a assumir um cargo dentro do paddock da Fórmula 1, mas deixou claro que recusou porque “queria fazer algo novo” na carreira. Além disso, afirmou que sempre esteve de olho nas oportunidades que existiam no Mundial de Motovelocidade, mas que nunca teve tempo para avaliá-las.
Na última sexta-feira (5), Hervé Poncharal, fundador da atual satélite da KTM, anunciou a venda da equipe — tanto na classe rainha quanto na Moto3 — para um grupo liderado pelo ex-chefe da Haas por € 20 milhões (R$ 126,2 milhões, na cotação mais recente). No próximo ano, o italiano vai assumir o papel de CEO, enquanto Richard Coleman será o novo comandante do time.
Embora tenha ficado amplamente conhecido por dirigir a escuderia de Gene Haas nos últimos anos, Steiner começou a carreira no rali, na década de 1980, inicialmente como mecânico. Anos depois, em 2006, ajudou a Red Bull a preparar a própria equipe para competir na Nascar Cup Series, onde os taurinos permaneceram entre 2007 e 2011. Desta forma, a MotoGP era o que ainda faltava no currículo.
“Por que não outro projeto na F1? Em primeiro lugar, diria que [a MotoGP] é algo que sempre observei, mas nunca tive tempo, e era interessante. A F1 está em um estágio em que já fiz parte, estive lá por bastante tempo, então queria fazer algo novo”, explicou em entrevista ao site Autosport. “Sempre gostei de novos desafios. Eu me mudei para os Estados Unidos para abrir uma equipe na Nascar quando ainda estava na F1”, lembrou.

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“A F1 é fantástica, mas não é a única coisa que se pode fazer no esporte a motor. Sempre gostei de desafios na minha vida, de fazer algo novo, porque quando começamos, pensei: ‘Você acha que consigo fazer isso acontecer?’ E conseguimos”, completou.
Companheiro nos negócios, Coleman também se manifestou sobre o tema e confirmou que Steiner realmente tinha “várias propostas” na mesa para retornar à principal categoria dos monopostos. “Guenther recebeu várias ofertas e propostas na F1, mas nós dois já estivemos em ambientes onde tivemos relações difíceis com pessoas com quem trabalhamos, e só queríamos fazer algo que fosse realmente nos nossos termos, com total controle”, sublinhou.
“Então, olhando para um horizonte de cinco anos, estamos bastante empolgados com o que achamos que podemos fazer nesse paddock. Encaramos isso com total humildade, e vai levar um tempo para aprendermos, mas não estamos aqui apenas para fazer número. Por isso, precisávamos buscar um projeto no qual acreditássemos que poderíamos, no longo prazo, realmente ter sucesso”, concluiu.
A MotoGP acelera entre os dias 12 a 14 de setembro, no GP de San Marino e da Riviera de Rimini, direto da Itália, 16ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.
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