Horner faz acordo multimilionário e encerra vínculo de 20 anos com Red Bull na F1

Christian Horner encerrou oficialmente o vínculo com a Red Bull nesta segunda-feira (20). Acordo de rescisão ultrapassa os R$ 575 milhões, segundo o jornal britânico The Times

Christian Horner encerrou oficialmente todos os vínculos contratuais que ainda mantinha com a Red Bull depois de 20 anos como chefe de equipe na Fórmula 1. O anúncio foi feito na manhã desta segunda-feira (22), e o ex-dirigente ainda saiu do casamento com uma rescisão de £ 80 milhões (R$ 575 milhões, na cotação mais recente).

A informação adicional é do jornal britânico The Times, que apurou ainda que as negociações também envolveram um acordo quanto ao período de licença-jardinagem a ser cumprido antes de Horner arrumar um novo emprego. Segundo a publicação, ele poderá retornar já no primeiro semestre de 2026 — ano que trará mudanças no regulamento técnico da F1.

Em comunicado, a Red Bull informou o desligamento total de Horner. O inglês, por sua vez, afirmou que comandar o time da marca de energéticos foi “uma honra e privilégio”.

“Estou incrivelmente orgulhoso do que conquistamos como equipe, quebrando recordes e alcançando patamares que ninguém jamais acreditaria serem possíveis, e levarei isso comigo para sempre. No entanto, para mim, a maior satisfação foi reunir e liderar o grupo mais incrível de indivíduos talentosos e motivados e vê-los florescer”, acrescentou.

Christian Horner (Foto: Mark Thompson/Getty Images)

CEO da Red Bull, Oliver Mintzlaff agradeceu a Horner “pelo trabalho excepcional nos últimos 20 anos” e destacou o “comprometimento incansável, experiência, conhecimento e pensamento inovador”, colocando-o como peça “fundamental para estabelecer a Red Bull como uma das equipes mais bem-sucedidas e atraentes da Fórmula 1”. O alemão encerrou dizendo que Horner “sempre será uma parte importante da história da nossa equipe”.

A Red Bull anunciou a demissão de Horner em 9 de julho, na semana após o GP da Inglaterra. Depois da temporada estelar dos taurinos em 2023, com vitória em 21 das 22 corridas realizadas, a liderança do britânico de 51 anos começou a ruir no começo do ano seguinte, quando uma funcionária decidiu acusá-lo por “comportamento inapropriado”.

A equipe, então, lançou investigação interna e inocentou Horner, mas o caso externou uma guerra de poder que colocou o ex-chefe em oposição a Helmut Marko, consultor do time e que representa a fatia austríaca da Red Bull. Na ocasião, porém, Horner saiu fortalecido por ter recebido apoio do lado tailandês capitaneado por Chalerm Yoovidhya e majoritário nas ações.

Só que uma declaração pública em especial ajudou a colocar ainda mais lenha na fogueira: Max Verstappen manifestou lealdade a Marko e ainda avisou que a permanência na Red Bull estava, sim condicionada à continuidade do consultor austríaco na função.

Em meio à guerra interna, o lendário projetista Adrian Newey abandonou o barco para se juntar à Aston Martin. Posteriormente, o diretor-esportivo Jonathan Wheatley fez o mesmo e se tornou chefe da Sauber. O desempenho da equipe, então, começou a cair, e o Mundial de Construtores foi perdido em 2024 — ainda que Verstappen tenha sido campeão entre os pilotos.

Veio 2025, mas os problemas de desempenho persistiram. Sem expectativa de melhora, a quebra de contrato entre Verstappen e Red Bull começou a ganhar força, e Horner viu o cargo balançar. Para completar, a revista alemã Auto Motor und Sport revelou que uma das exigências feitas pelo clã Verstappen para que o acordo vigente fosse cumprido era a descentralização do poder ou mesmo a saída de Christian. A segunda opção se concretizou.

Horner deixou a Red Bull com seis títulos de Construtores no currículo e oito de Pilotos (quatro de Sebastian Vettel e quatro de Max Verstappen). Entre os possíveis destinos, Cadillac, Alpine e até Aston Martin já foram ventilados pela imprensa internacional, porém, até o momento, nenhuma das equipes confirmaram ao menos conversas com o inglês.

A Fórmula 1 terá um fim de semana de descanso até a próxima etapa da temporada. Carros e pilotos voltam às pistas entre os dias 3 e 5 de outubro, para o GP de Singapura, com cobertura completa do GRANDE PRÊMIO.

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