Leclerc rejeita mais sprints e diz que grid invertido “não faz parte do DNA” da F1

Charles Leclerc, por outro lado, defendeu o retorno dos motores V8 à Fórmula 1, lembrando que sentia "arrepios" quando ouvia os carros passarem pelas ruas de Mônaco

Charles Leclerc se mostrou contrário às mudanças que Stefano Domenicali, CEO da Fórmula 1, quer introduzir na categoria nos próximos anos, como grid invertido e aumento no número de sprints. Além de deixar claro que o esporte não precisa de nenhuma ideia mirabolante para atrair mais público, o piloto da Ferrari ainda se manifestou sobre o possível retorno dos motores V8 — e indicou aprovação.

No início de setembro, o diretor-executivo do Mundial afirmou que os treinos livres perderam relevância e citou a pressão de fãs e promotores por mais ação ao longo dos finais de semana. Também revelou que estava avaliando a possibilidade de reduzir a duração das corridas, tradicionalmente definidas pelo número de voltas necessárias para percorrer 305 km — com exceção do GP de Mônaco, que tem 260 km.

Bastante criticado no passado, até mesmo o formato de grid invertido — comum nas categorias de base, como Fórmula 3 e Fórmula 2, por exemplo — chegou a ser colocado em pauta. Durante a quinta-feira (18) do GP do Azerbaijão, pilotos como Nico Hülkenberg, Pierre Gasly, Oscar Piastri, Andrea Kimi Antonelli, Liam Lawson, Lance Stroll e Esteban Ocon se manifestaram sobre o assunto.

Também em Baku, Leclerc conversou com o site inglês Autosport e discutiu as propostas. “Na minha opinião, a quantidade de corridas sprint que temos atualmente já é suficiente e não gostaria que aumentasse mais do que isso”, começou o monegasco. Vale lembrar que a F1 anunciou recentemente o calendário de provas curtas para 2026, com seis no total.

Charles Leclerc defendeu o retorno dos motores V8 à F1 (Foto: AFP)

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“Grid invertido? Não sei, pelo menos não em um fim de semana normal. Em um fim de semana com corrida sprint, por que não considerar para a sprint? Mas sinceramente, não vejo isso como algo que deva fazer parte do DNA da F1. A F1, do jeito que está hoje, é como deve continuar, e não acho que precisamos reinventar nada”, declarou.

Outra questão muito discutida nos últimos meses tem sido a do retorno dos motores V8. A ideia surgiu com Mohammed Ben Sulayem, presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), e recebeu o apoio de torcedores, pilotos e equipes, ainda que a grande discussão seja em relação à data para isso acontecer — sendo 2031 o ano mais provável, já que a categoria passa por uma nova mudança nas regras.

“Isso, sim, eu adoraria ter de volta — mais barulho seria muito bem-vindo”, afirmou Leclerc. “Definitivamente preferiria voltar aos motores V8 ou V10, especialmente pelo som. É isso que mais sinto falta no esporte, foi isso que me fez me apaixonar pela F1. Sou de Mônaco, obviamente, e lembro quando os carros passavam por lá naquela época — aquilo me dava arrepios. E hoje em dia, não sentimos mais isso — o que é uma pena”, concluiu.

Fórmula 1 terá um fim de semana de descanso até a próxima etapa da temporada. Carros e pilotos voltam às pistas entre os dias 3 e 5 de outubro, para o GP de Singapura, com cobertura completa do GRANDE PRÊMIO.

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