Quartararo cita fim de semana difícil na Indonésia, mas elogia Rins: “Super-rápido”

Fabio Quartararo destacou que teve um dos piores feelings da temporada em Mandalika, mas avaliou que foi positivo ter os dados de Álex Rins para comparar

Fabio Quartararo sofreu com o calor durante o GP da Indonésia de domingo (5). Além de ter um feeling ruim com a moto durante todo o fim de semana, o francês de Nice se viu no meio do pelotão, o que tornou a corrida ainda mais quente. No entanto, ‘El Diablo’ saiu de Mandalika impressionado com a performance de Álex Rins.

Apesar do forte calor, os pilotos da Yamaha tinham dificuldades para aquecer o pneu traseiro médio e, por isso, optaram por encarar o GP com o calçado macio. Largando em oitavo, o #20 considera que fez um bom trabalho cuidando do equipamento, mas sofreu com as altas temperaturas.

Questionado sobre como foi o GP da Indonésia, Quartararo respondeu: “Quente. Eu estava atrás de todo mundo e tinha o escapamento na minha perna, então estava queimando.

“Eu me senti ótimo. Também precisei escolher pneus diferentes: dura na frente e macio atrás. Eram os únicos pneus com os quais eu estava me sentindo ok, e foi difícil, pois tínhamos de cuidar do traseiro”, apontou. “E foi especialmente difícil, pois não podia ultrapassar ninguém, pois eles escapavam na saída das curvas”, continuou. “Mas acho que rodei muito bem e fui bem inteligente na maneira como controlei o pneu traseiro”, ponderou.

Fabio Quartararo sofreu com o calor em Mandalika (Foto: AFP)

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Diferente do que normalmente acontece, Quartararo foi superado por Álex Rins em quanto todo o fim de semana. O espanhol se classificou em quarto ― o francês foi oitavo ―, e foi 12º na sprint ― o #20 abandonou ―, mas o jogo virou apenas no GP, quando Fabio ficou em sétimo e o ex-Suzuki e LCR recebeu a bandeirada em décimo.

Mesmo vencendo a batalha final, Quartararo assumiu que ficou impressionado com a performance de Rins.

“Sei exatamente o que estava acontecendo”, disse Quartararo em relação ao ritmo de Rins. “Quando você tem o pneu traseiro macio ― fiquei atrás dele por duas ou três voltas, não conseguia ultrapassar. Mas aí, salvei um pouquinho o pneu e ele escapou por algumas voltas”, relatou.

“Pensei: ‘Hum, não sei se ele vai chegar no fim’. Mas tinha de manter os meus pneus um pouquinho mais frescos. Acho que, com sete voltas para o fim, ele ainda era segundo e pensei que eu tinha sido cauteloso demais”, recordou. “Mas o problema, no geral, é que quando o pneu chega no ponto, já foi. E acho que era isso que estava acontecendo”, avaliou.

Questionado se o ritmo de Rins era um indicativo de ganhos na performance da YZR-M1 ou se estava apenas relacionada à pista, Fabio respondeu: “Só este lugar, mas, especialmente, acho que também a forma como ele estava forçando, acho também que Raúl [Fernández] e [Luca] Marini escaparam, então ele pôde ultrapassar os dois. Ele estava forte contra Acosta, mas dava para ver claramente que a potência [da KTM] estava em outro nível”.

“Fiquei realmente impressionado com a forma como Álex estava pilotando este fim de semana. Para mim, foi um dos meus piores em termos de feeling, mas ele estava super, super-rápido, e foi bom ver alguns dados e ver como melhorar”, encerrou.

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