“Não precisa superar limite como Marc Márquez fazia”: Bradl vê nova Honda

Piloto de testes da Honda, Stefan Bradl apontou a grande evolução da RC213V e considerou que os pilotos da marca agora tem mais margem e não precisa estar sempre acima do limite como Marc Márquez precisou fazer por anos

Piloto de testes da Honda, Stefan Bradl avaliou que a melhora na RC213V permitiu que os titulares da marca japonesa tenham um pouco mais de margem na MotoGP. Na visão do alemão, não é mais preciso guiar acima do limite para conseguir resultados, “como Marc Márquez fez por anos”.

A Honda hoje trabalha para sair de uma crise que começou ainda com Márquez. O espanhol frequentemente pilotava acima do limite para compensar deficiências da moto, o que levava a um número elevado de quedas.

Em entrevista ao site italiano GPOne, Bradl listou as evoluções da Honda ao longo do ano e avaliou que Johann Zarco foi o primeiro a experimentar os sinais positivos da moto.

“Os primeiros sinais positivos já estavam evidentes em maio e junho, primeiro com Johann Zarco, quando ele venceu em Le Mans em condições favoráveis”, disse Bradl. “Tivemos alguns sinais encorajadores quando novas atualizações e peças ainda estavam sendo distribuídas aos pilotos. Às vezes, Joan Mir foi rápido, em outros GPs, era [Luca] Marini ou Zarco. Quando os componentes certos e melhores foram reunidos em um novo pacote, os resultados se tornaram mais consistentes e melhores”, seguiu.

LADO A LADO
🏍️ Manuel González x Diogo Moreira

Stefan Bradl é piloto de testes da Honda (Foto: Gold & Goose/Red Bull Content Pool)

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“O novo motor fez a maior diferença em setembro. Naquela época, o chassi também recebeu uma pequena atualização. Também tivemos alguns detalhes melhorados e uma pequena atualização aerodinâmica. Vimos em Misano e Motegi que o novo motor é muito mais efetivo em velocidade máxima, com melhorias também em aceleração. Uma combinação de todos esses esforços levou a resultados mais fortes. A Honda agora está na vanguarda em termos de potência de motor. Antes, a potencia do motor era realmente insatisfatória”, reconheceu.

Bradl destacou o esforço da Honda em testar novos componentes e avaliou que as mudanças feitas na moto permitiu mais margem aos pilotos.

“A Honda experimentou bastante com garfos, suspensões e chassi ao longo dos últimos três anos. Foi um esforço enorme”, ponderou. “Agora encontramos uma direção orientada pela nossa meta. E, como o motor agora tem a potência necessária para acompanhar o ritmo nas retas, dá para respirar nas retas e frear na curva seguinte um pouco mais relaxado. Isso representa um alivio físico para os pilotos da Honda. Eles não precisam mais pilotar com 110% do risco, como Marc Márquez fez por anos. Era por isso que ele caia tão frequentemente da moto”, encerrou.

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