“Vida complicada”: Bastianini brinca com forma na Malásia e cita falta de consistência

Enea Bastianini destacou que não consegue melhorar performance com pneus novos, mas fez um balanço positivo do trabalho feito no GP da Malásia

A classificação segue sendo o calcanhar de Aquiles de Enea Bastianini na MotoGP. Só 19º no grid, o piloto da KTM conseguiu escalar o pelotão no domingo (26) e fechar o GP da Malásia na sétima colocação, mas, pelo ritmo que mostrou, saiu do traçado malaio com a sensação de que poderia ter alcançado mais.

Correndo com um par de pneus macios, Bastianini demorou a engrenar na corrida, mas, apesar do forte calor — o que demandava uma boa gestão dos calçados —, ganhou ritmo na parte final da disputa. Enea conseguiu passar Marco Bezzecchi, Brad Binder, Luca Marini e Johann Zarco em uma mesma volta.

Com os abandonos de Fermín Aldeguer e Francesco Bagnaia, Bastianini acabou em sétimo, a 15s299 de Álex Márquez, o vencedor. Foi o melhor resultado do piloto da Tech3 desde o terceiro lugar no GP da Catalunha.

“Minha vida é complicada”, disse Bastianini rindo. “Começando na sexta-feira, eu estava nervoso, pois não tinha confiança na moto. No sábado, nós resolvemos alguns problemas na sprint e chegamos preparados no domingo, prontos para lutar pelo top-10”, seguiu.

Enea Bastianini reconheceu que precisa melhorar em classificação (Foto: Rob Gray/ Polarity Photo)

▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2

“Mas, largando em 18º, é duro. Eu dei tudo de mim, mas é difícil recuperar posições naquela pista, já que o pneu dianteiro fica cada vez mais quente”, indicou. “Mas, de qualquer forma, estou feliz com o trabalho que fizemos hoje”, declarou.

Bastianini explicou que tem dificuldades com pneus novos, diferente do que acontece com os demais pilotos montados na RC16.

“Ainda nos falta um pouco de consistência, especialmente em volta lançada, pois toda vez que colocamos pneus novos, todos os pilotos da KTM melhoraram, não eu, então é algo que precisamos entender. E tenho certeza de que podemos melhorar”, ponderou. “Ano passou, eu tive o mesmo problema e nós resolvemos, então estou confiante de que vamos encontrar o caminho para resolver isso também com a KTM”, encerrou.

Chefe da Tech3, Nicolas Goyon classificou o GP da Malásia de Bastianini como “agridoce”, já que apesar de ter sido uma boa performance, o desempenho mostrou que o resultado poderia ter sido melhor.

“Ganhar 12 posições na corrida e terminar em sétimo é uma ótima performance. No entanto, nos dá a mesma sensação agridoce de sempre, pois ele provavelmente estaria brigando pelo top-5 se tivesse se classificado melhor”, avaliou Goyon. “Quando você vê a posição final de Pedro Acosta, você realmente acredita que teria sido possível”, continuou.

“Ainda temos duas corridas pela frente para tentar melhorar nossa maior fraqueza, então vamos trabalhar para isso e dar tudo de nós até o fim”, encerrou.

MotoGP volta a acelerar entre os dias 7 e 9 de novembro com o GP de Portugal, direto de Portimão, para a 21ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.

Chamada Chefão GP Chamada Chefão GP 🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da MotoGP direto no seu celular! Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.

📩 NEWSLETTER GP

Assine e receba notícias exclusivas e bastidores das pistas diretamente no seu e-mail!