Moreira conta com tabu histórico de viradas na Moto2 por título inédito em Valência
Diogo Moreira desembarca no GP da Comunidade Valenciana com 24 pontos de vantagem para Manuel González na liderança do Mundial de Pilotos. Na história da Moto2, ninguém jamais conseguiu virar um placar na corrida final
Não é só o placar que está a favor de Diogo Moreira na decisão da Moto2 2025. A história também. Afinal, nos 15 anos da categoria, nenhum piloto conseguiu reverter um déficit de pontos na corrida final.
Nascida em 2010 para ocupar o lugar da finada 250cc, a Moto2 já testemunhou quatro campeonatos que foram definidos na última corrida do ano: 2011, 2020, 2021 e 2022. Em nenhuma dessas ocasiões, porém, quem chegou atrás conseguiu levantar a taça.
No segundo ano da categoria, foi Marc Márquez quem chegou à Valência atrás no placar, mas, além dos 23 pontos de atraso que tinha para Stefan Bradl, o espanhol também arrastava uma lesão de um acidente da Malásia e sequer pode correr, encurtando o caminho do rival rumo ao título.
Anos mais tarde, em 2020, Enea Bastianini foi para Portugal na liderança, mas com outros três pilotos ainda na briga, todos separados por 23 tentos: Sam Lowes, Luca Marini e Marco Bezzecchi. Mas, ainda que o vice-campeonato tenha mudado de mãos, ‘Bestia’ não teve problemas em assegurar a taça com a Italtrans.
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No ano seguinte, a história se repetiu, desta vez com Remy Gardner defendendo 23 pontos de frente para Raúl Fernández. O espanhol até conseguiu cortar drasticamente o atraso, mas o companheiro de Ajo ficou com o título por quatro pontos de frente.
Em 2022, Augusto Fernández chegou com a margem mais magra: só 9,5 pontos. Mas Ai Ogura cai ainda no início do GP da Comunidade Valenciana e não alcançou a virada.
Em se tratando de classe intermediária, a extinta categoria 250cc tem alguns registros que pilotos que chegaram atrás, mas conseguiram levar o campeonato. Isso aconteceu em seis oportunidades: 1963, 1968, 1969, 1971, 1990 e 1993.
Em 63, Jim Redman saiu de um empate para bater Tarquinio Provini por só dois pontos. Cinco anos mais tarde, Phil Read virou para cima de Bill Ivy, mas levou o campeonato apenas no critério de desempate. Na temporada seguinte, Santiago Herrero, Kent Anderson e Kel Carruthers chegaram à etapa da Iugoslávia separados por um ponto, mas Carruthers deu o bote duplo e levou o título com cinco pontos de diferença. Em 71, Phil Read reverteu um atraso de sete pontos para bater Rodney Gould por cinco de frente.
Uma virada só voltou a acontecer em 1990, quanto John Kocinski chegou atrás de Carlos Cardús na Austrália, mas fechou o ano campeão. O último a virar a mesa na divisão do meio foi Tetsuya Harada, que, em 1993, no primeiro ano do atual sistema de pontuação, descontou um atraso de dez pontos para superar Loris Capirossi na última etapa do ano por quatro pontos.
Em nenhum desses casos, porém, um piloto tinha uma vantagem do tamanho da de Diogo. Com 24 pontos de frente e 25 em disputa, o brasileiro precisa de apenas um 14º lugar para assegurar a conquista do título.
A MotoGP volta a acelerar entre os dias 14 e 16 de novembro com o GP da Comunidade Valenciana, direto de Valência, para a 22ª e última etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade.
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